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O DIA DA CAÇA por James Patterson


Título original: Cross Country
Autor: James Patterson
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Série: Alex Cross
Sinopse: Alex Cross está diante do criminoso mais cruel que já enfrentou Quando o detetive Alex Cross é chamado para investigar um caso de assassinato, depara-se com a cena de crime mais terrível que já viu em toda a sua carreira: uma família inteira foi morta dentro de casa. Tudo fica ainda mais chocante quando ele descobre que uma das vítimas é Ellie Cox, sua ex-namorada dos tempos de faculdade. Furioso, Cross decide pegar o assassino a qualquer custo Logo depois outro crime acontece, novamente envolvendo uma família inteira, só que dessa vez alguns membros dela estavam nos Estados Unidos e outros, na África. A investigação leva a crer que o assassino, conhecido apenas como Tiger, viajou para a Nigéria. Sem hesitar, Cross vai atrás dele. O detetive entra numa caçada implacável, numa terra sem lei Ao chegar lá, Cross se vê diante de um terrível cenário de miséria, violência e guerra civil iminente. Sem nenhuma ajuda, ele se envolve numa luta contra a corrupção e contra uma conspiração que parece não ter fronteiras, que pode pôr em risco sua vida e a de todas as pessoas que ele ama.

Assim como O Clube dasMulheres Contra o Crime, Alex Cross é outra série de livros escrita pelo famosíssimo autor James Patterson.

Tudo começa com uma impressionante cena de horror: um criminoso perigosíssimo, africano, chamado de Tiger, com sua equipe de matadores formada por crianças com idade entre 9 e 14 anos, invade a casa de uma família e, cruel e brutalmente, mata a todos: pais e as três crianças.

O detetive Alex Cross e sua namorada Bree são chamados à cena do crime para começarem a investigação. Ao chegar à cena do crime, Alex tem um terrível choque: no meio dos corpos empilhados, encontrava-se o de Ellie Cox, uma ex-namorada sua da faculdade, por quem ele tinha muito carinho. Tomado de uma fúria imensa, Alex decide que não descansará enquanto não puser as mãos em quem fez isso.

No dia seguinte, outra família é assassinada com o mesmo modus operandi e, depois de obter algumas informações, Alex descobre que Tiger voltou para a Nigéria. Mas lá não era território americano e ele não poderia fazer nada fora de sua jurisdição, certo? Errado! Obcecado por encontrar Tiger a qualquer custo, Alex viaja para a África contrariando os colegas de trabalho e sua família. Parece que agora a questão é pessoal.

Em terras Nigerianas, a coisa já começa mal: assim que pisa no aeroporto, ele já é sequestrado, espancado e roubado pela própria polícia, e levado a uma prisão, onde passa alguns dias sem banho e quase sem comida.

Com a ajuda de um agente, Alex consegue sair da prisão e começa suas investigações. Porém, à medida que o tempo passa, ele vai percebendo certas irregularidades na maneira como as coisas são feitas e percebe que talvez os mocinhos não sejam tão bonzinhos assim.
Tiger é o assassino mais inescrupuloso de que Alex já ouvira falar. Suas atrocidades são terríveis e ele tem prazer em mortes cruéis como, por exemplo, cozinhar crianças vivas em óleo fervente.

Nesse cenário tomado por guerra civil, crianças órfãs que, para sobreviver, escolhem o mundo do crime e da brutalidade, Alex Cross faz descobertas alarmantes sobre sua organização em Washington e já não sabe mais em quem confiar. E o pior: ele já não tem mais certeza se é o caçador ou a caça!

O Dia da Caça é uma aventura eletrizante! Enquanto lemos, temos a impressão de estar assistindo a um grande filme de ação – o que acontece principalmente com quem tem a imaginação bem fértil, como eu... rs.
Recomendo!

COWBOYS & ALIENS por Joan D. Vinge


Título original: Cowboys & Aliens
Autora: Joan D. Vinge
Editora: Galera Record
Páginas: 368
Sinopse: Aliens no deserto? Índios e vaqueiros unidos contra um inimigo comum? Sim. Tudo isso num Velho Oeste livre do estereótipo dos westerns macarrônicos. Cowboys & Aliens inicia com um belo prólogo que compara a invasão alienígena com a tomada das terras dos índios pelos europeus. Entre armas, germes e aço, os pele-vermelhas não têm idéia do que os atingiu. O argumento é simples: no Arizona de 1873, quando um homem só podia contar com seu cavalo e com sua pistola, onde índios travavam uma batalha perdida contra colonos europeus, um inimigo novo estava prestes a entrar na equação. Um invasor que via os humanos como inimigos, e estava decidido a conquistar o nosso mundo. Será que vão conseguir? O romance de Joan D. Vinge é baseado no roteiro de Roberto Orci, Alex Kurtzman, Damon Lindelof, Mark Fergus e Hawk Ostby, e inspirado no graphic novel homônima de Scott Mitchell Rosenberg.

“Linhas de escuridão começaram a descer pelos cones de luz como chicotes – não, como boleadeiras – com cordões pesados nas pontas, se abrindo como dedos. Ele observou enquanto elas se fechavam em volta de corpos humanos para arrancá-los das costas dos cavalos ou do chão, como novilhos”.

Arizona, 1873.
Quando o homem abriu os olhos naquela manhã, encontrava-se perdido no meio do deserto, ferido, sem botas e com uma estranha algema presa ao seu pulso, cuja origem ele desconhecia por completo. Aliás, não era apenas a origem da tal algema que lhe era um mistério, mas também a sua própria. Ele não sabia quem era, nem tampouco de onde viera. Não se lembrava de seu nome e nem mesmo uma centelha de memória lhe surgiu para iluminar qualquer coisa sobre o seu passado. Dentre os seus pertences, além da algema esquisita, havia a foto de uma moça. Quem seria ela? Por que ele trazia consigo uma foto sua?

Depois de uma briga com três homens que o abordaram, ele soube que estava no caminho para a cidade de Absolution. Não fazia idéia de que lugar era aquele, mas chegar a algum lugar já era alguma coisa. Talvez encontrasse algumas respostas.

Em Absolution, ele conhece o pastor Meacham e lhe conta a sua história. Ou, melhor dizendo, a falta dela. Meacham simpatiza muito com o forasteiro e o ajuda a cuidar de seus ferimentos. Momentos depois, Percy Dolarhyde chega à cidade e começa sua arruaça rotineira no local. Percy é um jovem mimado e insolente, que se aproveita do medo que o povo de Absolution tem de seu pai – o “Coronel” Woodrow Dolarhyde – para tirar vantagem de tudo e de todos e fazer o que quer por lá.

Irritado com o comportamento de Percy, o forasteiro o enfrenta e o resultado disso é um policial baleado e os dois na cadeira, aguardando a diligência que os levará a outra cidade para serem julgados. E é ali, na cadeia, que o forasteiro descobre que ele tinha um nome: Jake Lornegan. Além do nome, tinha uma reputação: “ladrão e assassino procurado vivo ou morto”. Não podia ser! Ele não se sentia um bandido assassino!
A confirmação da sua reputação de grande ladrão vem com Coronel Dolarhyde, quando este chega à cidade para livrar Percy da cadeia e exigir a cabeça de Jake, que roubara quase todo o seu ouro no mês anterior.

No entanto, antes que qualquer coisa possa ser feita, a atenção de todos foi desviada para algo muito maior e assustador.

“Depois de uma montanha, algo estava brilhando como um incêndio na mata... só que não havia nenhuma montanha e a linha de fogo estava se aproximando da cidade a cada batimento do coração... Agora aquilo se parecia com uma barra de ferro em chamas, brilhando vermelha e dourada”.

Uma gigantesca coisa surge no céu e começa a soltar luzes azuis que, estranhamente, enlaça as pessoas e as puxa para cima, direto para dentro daquilo que todos acreditam ser um terrível demônio. Muitas pessoas são levadas por aqueles demônios, inclusive Percy, o filho de Dolarhyde. Em meio à confusão, a estranha algema de Jake revela ser, na verdade, uma arma-demônio, que ele consegue usar para fugir.

Chega então a hora de antigos inimigos unirem-se em prol de algo maior: o resgate de seus entes queridos que foram levados para um lugar que ninguém conhece.
Empenhados nesse objetivo, Jake e Dolarhyde se esquecem de suas diferenças e formam uma comitiva para viajar em busca do esconderijo dos demônios. Para acompanhá-los, chega Ella, uma misteriosa moça que vem seguindo Jake há algum tempo. Até mesmo os apaches, mais tarde, juntam-se ao grupo para combater o grande mal.

Durante a viagem, o grupo passa por várias aventuras, perseguições e surpresas ao mesmo tempo em que Jake vai, aos poucos, recuperando sua memória. Seu passado começa a ser revelado, os mistérios sobre Ella começam a ser desvendados e, por mais estranho que pareça, aquele grupo formado por inimigos começa a criar laços, unidos pelo desejo de encontrar aqueles a quem tanto amam.

“Em apache não existe uma palavra para adeus...”

Cowboys & Aliens é um livro baseado no roteiro do filme de mesmo nome, lançado recentemente. Por esse motivo, o livro é bem fiel ao filme, embora seja muito mais emocionante por termos um contato maior e mais profundo com os dramas interiores e angústias de cada personagem. Os acontecimentos e sentimentos são narrados com uma riqueza de detalhes que nos sentimos realmente vivendo a história e as emoções das aventuras.

Uma história diferente, muito bem escrita, sobre um mundo atacado por alienígenas no século XVIII.

Assim que li o livro, assisti ao filme e gostei muito, os efeitos são ótimos e Harrison Ford, como sempre, botando pra quebrar. Mas tenho que dizer: o livro é muito melhor!

Recomendo!

Abaixo, o trailer:




De Tudo Um Pouco - Devaneios da Gih #13

O que estou lendo...

Esse fim de semana foi bem produtivo para mim, consegui colocar minha leitura em dia, diminuí minha fila de livros e fiquei muito feliz por ter podido gastar um bom tempo fazendo o que adoro: ler!

Assim que terminei de ler Agora eu Morro de Fabio Brust (resenha aqui), não deixei espaço para mudar de ideia, peguei o livro mais próximo e o devorei! rs'


Jogos Vorazes foi minha primeira vítima. Ganhei o meu exemplar numa promoção e tenho que dizer que não poderia estar mais feliz.

O livro é ótimo, tem toda uma atmosfera de aventura onde temos contato com um mundo novo e cruel, mas que nos reserva boas surpresas. Uma estória muito original que nos prende até o fim. Super recomendo!


Após finalizar Jogos Vorazes fui correndo ler Beijada por um Anjo (outro presente). Já havia ouvido falar bastante desse livro, mas as opiniões eram muito diferentes, foi interessante poder ler e tirar minhas próprias conclusões, mas infelizmente não foi um livro que me agradou mto. Gostei da estória geral, achei o enredo muito bonito, mas achei que não passou de um dramalhão adolescente onde a mocinha consegue ser irritante e se comportar sempre da pior forma possível. Espero que quem já tenha lido e gostado não fique bravo comigo, é apenas minha opinião.


Agora estou lendo o terceiro livro da série Percy Jackson e os Olimpianos, A Maldição do Titã. Apesar de ser uma série juvenil eu gosto bastante, é bom para descontrair e dar algumas risadas, fora que o conteúdo mitológico é ótimo para quem adora história como eu.

Ainda estou no começo, mas assim que terminar conto pra vocês se o livro é bom!

Tenho muitos outros livros na fila e fiz mais algumas aquisições, espero conseguir dar conta de tudo!

Beijos e até a próxima!!!


http://kastmaker.blogspot.com

A TRAIÇÃO - Christopher Reich


Título Original: Rules of Betrayal
Editora: Arqueiro
Autor: Christopher Reich
Número de páginas: 304
Classificação: 
Série - Livro 3
Livros anteriores: A Farsa 
                                      A Vingança


“O truque é acreditar nas suas mentiras,

 independente do que eles façam com você” (p.43)


A Traição dá sequência à trama de A Farsa e A Vingança, de Christopher Reich, que, por acaso, eu não li. Por esse motivo, achei que eu ficaria meio perdida nos acontecimentos, mas não foi o que ocorreu. Graças a alguns flashbacks e breves explicações sobre o que houve no passado, mesmo sem ter lido os livros anteriores eu pude acompanhar bem a história.  

Então, já aviso que esta resenha pode conter spoilers de A Farsa e A Vingança.

Bem, algum tempo atrás, o Dr. Jonathan Ransom teve sua vida transformada num caos: depois de 8 anos de casado, ele descobriu que sua esposa – que até então era a doce e dedicada enfermeira Emma – era uma agente dupla que trabalhava para a FSB russa e para a Divisão – uma agência ultrassecreta dos Estados Unidos – ao mesmo tempo.

Por duas vezes, seu amor o arrastou para várias situações de risco e ele se viu correndo perigo em meio a terroristas, assassinos e perigosos agentes internacionais.  Isso foi mais do que o que ele podia suportar e, cansado de tantas mentiras e riscos, Jonathan apesar de amar Emma, se desliga da ONG Médicos Sem Fronteiras e segue sozinho para o Afeganistão. Lá, quase sem nenhum recurso e refugiado em uma aldeia, ele se dedica a fazer o bem e cuidar dos que necessitam de sua ajuda em um pequeno e precário consultório improvisado, onde atende o povo carente que vive naquela região. Porém, o que ele não sabia, é que a espionagem internacional  é um jogo do qual dificilmente alguém sai...

Enquanto trabalhava numa cirurgia restauradora no rosto de uma menina, seu consultório é invadido por Sultan Haq, um terrorista perigosíssimo, que exige que Jonathan vá curar seu pai, Abdul. Sem alternativa, Jonathan e seu assistente Hamid seguem com Haq até o lugar onde fica o esconderijo dos terroristas.

Depois de fazer o que lhe foi pedido e ajudar o pai de Haq, as coisas saem do controle, uma situação inesperada acontece e Jonathan se vê lutando para salvar a própria vida novamente. E então ele descobre: mais uma vez fora usado e manipulado como um peão num jogo de xadrez.

Passada toda confusão, Jonathan é levado até o chefe da Divisão, Frank Connor, que lhe explica o que houve no Afeganistão e lhe dá más notícias sobre Emma: durante uma missão, ela fora capturada por um dos homens mais cruéis do mundo e agora é refém de Balfour, um inescrupuloso traficante de armas que pretende usá-la para recuperar um míssil nuclear que é 15 vezes mais potente que a bomba de Hiroshima.

A missão de Jonathan é resgatar Emma  e impedir que a bomba nuclear caia em mãos erradas. Assim, ele parte para outro lugar, para ter o treinamento necessário e tornar-se um agente de verdade, aprendendo sua primeira lição:

Nesse jogo, a traição é a única regra.

Acho muito interessante o fato de podermos acompanhar a mudança na personalidade de Jonathan. O médico filantropo que estava cansado de ser enganado e que fugiu pra longe para fazer o bem deu lugar a um homem mais forte e confiante, que se tornou um agente astuto e muito competente.

O livro é recheado de ação e minha imaginação foi tão longe que eu até senti que estava assistindo a um filme. E o final, apesar de meio previsível, não torna o livro menos interessante. Certamente ele não será o último da série. Os leitores que gostam de histórias de ação e espionagem, e mesmo os que já acompanham a história desde A Farsa, não podem deixar de ler A Traição.

Recomendo!
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