Título original: Tempest Rising
Autora: Nicole Peeler
Série: O estranho mundo de Jane
True – Livro 1
Editora: Valentina
Páginas: 277
Sinopse: Jane True, 26 anos, sempre soube que não se encaixava numa sociedade
pretensamente normal. Durante um de seus clandestinos nados noturnos no mar
congelante, desafiando um perigosíssimo redemoinho, uma descoberta terrível
leva Jane a revelações surpreendentes sobre sua herança genética: ela é apenas
meio-humana. Agora, Jane precisa penetrar um mundo de mitos e lendas, povoado
por criaturas sobrenaturais, aterrorizantes, belas e até mortais.
Características que também descrevem perfeitamente Ryu, seu novo “amigo” -- um
vampiro poderoso, deslumbrante e hummm, aiii... muuuito SEXY. Nesse mundo, onde
há um goblin advogado, um espírito de árvore maquiador, um súcubo dona de
boutique, elfos diabólicos, homens inflamáveis, seres híbridos que se
transformam em animais selvagens, nada é presumível. Que dirá um romance ao
molho pardo. Mas atenção, nunca, nunca mesmo, esfregue a lâmpada do gênio.
Entretanto, alguém está matando meio-humanos como Jane. A pergunta que não quer
calar é: os assassinatos são fruto de uma mente doentia ou há um plano macabro
para exterminá-los?
Jane
True tem 26 anos e mora com seu pai na pequena e muito conservadora cidade de
Rockabill, no Maine. Fora Tracy e Grizzie – o casal de lésbicas, proprietárias
da livraria onde Jane trabalha –, ela não tem amigos. Não depois que ela matara o
único que tivera. Bem, ao menos era assim que a cidade a via.
A
mãe de Jane apareceu há muitos anos na cidade, numa tarde de tempestade,
andando completamente nua pelas ruas. Um jovem correu pra cobri-la com seu
casaco e, assim que se olharam, se apaixonaram, casando-se. Depois disso, Jane
não demorou a chegar a este mundo. Porém, quando ela estava com seis anos de
idade, sua mãe simplesmente foi embora, deixando Jane sozinha com seu pai. A
cidade, que já olhava torto para aquela família, fez questão de difamá-los mais
ainda e excluí-los socialmente. Mas, apesar da tristeza, Jane tinha Jason, seu melhor amigo desde
sempre, que nunca saía do seu lado.
O
tempo passou, Jason e Jane cresceram e se tornaram adolescentes e namorados. Um
grande amor que seria para a vida toda. Só que numa noite de tempestade, Jane saiu
para nadar no mar, como sempre fazia – e nunca contara a Jason –, e ele,
preocupado, foi atrás dela. Achando que ela estava se afogando, ele correu para
salvá-la. No entanto, Jane estava bem. E quem morreu afogado foi Jason. E Rockabill
jamais a deixaria se esquecer disso. Hoje, 8 anos depois, Jane ainda carrega o título de assassina e ninguém a quer por perto, embora a morte de Jason tenha sido um acidente.
Certo
dia, depois do trabalho, Jane foi nadar, como de costume. Só que, para seu
horror, acabou encontrando outro corpo na água. Se pedisse ajuda ou chamasse a
polícia, toda a cidade cairia em cima dela novamente, o que não seria nada bom.
Assim, ela arrastou o corpo até a praia e deixou-o lá para que fosse
encontrado.
No
dia seguinte, não se falava em outra coisa nos arredores, mas ninguém achava que
fosse ela, sequer mencionaram seu nome, o que lhe deu um certo alívio. Ao voltar para casa, no entanto,
Jane acaba conhecendo três seres que ela imaginava existirem apenas nos livros
de fantasia e fica sabendo, então, que ela também faz parte daquele mundo, pois ela é um
híbrido e precisarão da ajuda dela para resolver o caso do assassinato do homem
que ela encontrou na praia - outro híbrido.
Então
Ryu chega na cidade. O vampiro lindo, atraente e muito, muito gostoso. Ryu veio
para investigar a morte do híbrido e conversar com Jane sobre o que ocorreu na
noite em que ela encontrou o corpo.
A
atração entre os dois é instantânea e eles não perdem tempo em tirar proveito
disso, proporcionando-nos muitas cenas calientes durante a leitura.
À
medida que vai descobrindo as coisas, Ryu vai revelando mais a Jane sobre seu
mundo e sobre ela mesma, inclusive coisas sobre sua mãe. Mais assassinatos
acontecem e ele acha que não há outra solução senão levar Jane até o Complexo
do mundo dele, onde grande parte dos seres fantásticos vivem e trabalham, para
poderem esclarecer algumas coisas.
É nessa viagem com Ryu que Jane se transforma de uma moça amedrontada e cheia
de mágoas numa mulher segura e corajosa, libertando-se de seu passado e
começando a conhecer mais sobre si mesma, suas origens.
Bem,
de um modo geral eu gostei do livro. No entanto, não gostei de a autora
misturar várias criaturas numa mesma história. Ela acabou fazendo uma salada de
seres fantásticos, mencionando vários, sem dar muitos detalhes sobre nenhum. O
que me fez recordar do motivo de eu não gostar de livros sobre fadas e de não ter
gostado de Cidade dos Ossos. Percebam, não estou dizendo que o livro é ruim,
estou dizendo que EU não gosto de histórias assim.
Também
fiquei incomodada com certas frases do livro, do tipo “Mocinha... eu comeria
você todinha, de uma garfada só” ou “Na verdade gosto de você porque toca minha periquita como Jimmy Hendrix
tocava guitarra”. Sei lá, não é o tipo de linguajar que me atraia numa leitura. Achei esses comentários completamente desnecessários e
não acho que um autor precise se valer de tal artifício para prender um leitor.
Minha opinião, apenas.
Mas gostei muito de Ryu! E como não gostar? Ele tem aquele jeito todo
doce, safado, brincalhão... é o personagem que mais me ganhou na história. A
própria Jane é interessante, com uma história marcada por
tragédias e, ainda assim, tentando encontrar seu lugar no mundo.
Concluindo, apesar ter me incomodado com uma coisa ou outra, achei a
história bem legal e estou curiosa para saber sobre como as coisas vão se
desenrolar agora, devido ao final do livro, com muitas coisas para serem
colocadas em pratos limpos. Eu ri em muitas partes e realmente me apaixonei por
Ryu, embora desconfie de que ele vá partir meu coração futuramente.
Não recomendo a leitura para menores, obviamente, mas recomendo para
quem gosta desse estilo. :)




