Os clássicos e as regras do baile


























E aí, turma? Tudo bem?
Eu não sei quanto a vocês, mas eu adoro ler clássicos, romances históricos, romances de época e tudo o que se refere a isso. E nesses livros, sempre há pelo menos um baile. Nesses bailes, mulheres precisavam esperar para serem convidadas para dançar, os cavalheiros convidavam várias, mesmo que não quisessem, só para que uma delas não tomasse um chá de cadeira e ficasse esquecida num canto... Há muitas coisas interessantes sobre esses bailes. Vamos ver? 

As regras dos bailes

Ocasiões mais que especiais, os bailes eram sempre muito esperados. No século XIX e início do século XX, vários bailes de todos os tipos foram realizados em salões públicos e casas particulares. Haviam, por exemplo, bailes de caridade destinados à captação de recursos, bailes organizados por sociedades e associações, e bailes à fantasia, que embora menos frequentes eram muito populares. Havia também os bailes de debutantes em que as jovens senhoritas eram apresentadas à sociedade.





















As Regras

Bailes foram particularmente muito populares durante a Era Vitoriana (1837-1901). Era uma época em que a sociedade era governado por estritos preceitos morais, e legiões de guias foram publicados sobre como se comportar corretamente, como se vestir adequadamente e o que dizer em várias situações específicas. Manuais sobre etiqueta e dança também abundavam.

O manual britânico de 1866: The Ball-Room Guide, dá conselhos sobre a forma de elaborar a lista de convidados para um baile privado. É nos dito, por exemplo, que se deve geralmente convidar mais pessoas do que confortavelmente podem ser acomodados porque é raro que todos os convidados apareçam. E para garantir que a pista de dança seja preenchida, deveriam ser convidados mais homens do que mulheres.

Babados, Leques e Trajes formais

O salão de festas era sempre ricamente decorado e iluminado, em honra aos convidados ilustres.

Os homens deveriam estar vestidos elegantemente, é claro, mas as mulheres sempre iam especialmente resplandecentes, e seus belos vestidos reforçariam a rica ornamentação.


Um manual francês de 1880 escrito por Eugène Giraudet descreve o que se deve vestir em um baile:
“Para as senhoras, um vestido de cor clara, com um decote revelando os ombros e braços, e luvas longas. Elas devem levar em uma das mãos um leque feito de marfim ou madrepérola e na outra o seu cartão de dança. Muitas senhoras preferem, como eu, um corpete de corte quadrado ou forma de coração rasa para um vestido com muito decote. Às vezes, o decote e topos dos braços expostos, poderão ser cobertos com gaze ou tule […].  
Os homens devem usar um terno preto ou fraque, gravata branca, calça preta e sapatos polidos […] Luvas brancas são de longe preferíveis; no entanto, se alguém deseja usar luvas tingidas de cor creme ou cinza-pérola, deve-se ter cuidado para que o calor das mãos não faça o corante manchar o corpete da parceira de dança.” 
As mulheres casadas eram livres para usar vestidos extravagantes, penteados e acessórios. Mas as jovens senhoritas que estavam sendo apresentadas á sociedade tinham de se vestir modestamente. A modéstia, assim como pureza e discrição, foram qualidades altamente valorizadas em mulheres jovens.
O leque era um elemento indispensável da elegância das senhoras, que também lhes permitia expressar-se sem palavras, por exemplo: Dependendo se o leque estava fechado, aberto ou “vibrando”, poderia transmitir uma recusa, interesse ou entusiasmo.



A Etiqueta no Salão de Baile


Havia um protocolo rígido durante a Era Vitoriana. Um homem podia convidar qualquer jovem da sua escolha para dançar, enquanto a última devia sentar-se recatadamente esperando esse convite. Um cavalheiro, no entanto, tinha esperar para ser reconhecido por uma jovem mulher antes de enveredar para falar com ela.

A acompanhante da jovem, muitas vezes sua mãe, nunca se afastava muito, ela se certificava de que as regras da decência não foram ultrapassadas.

As danças de uma senhorita poderiam ser reservadas com antecedência, caso em que o nome do jovem era escrito no seu cartão de dança.
























Não era aceitável para um homem dançar mais de uma vez com o mesma parceira. E se o seu convite à dança foi recusado, ele nunca deveria insistir. No entanto, a menos que ela tivesse um razão séria para isso, uma jovem mulher nunca foi de recusar um convite para dançar. Finalmente, nada era mais rude do que para um homem ou uma mulher esquecer-se de que ele ou ela tinha prometido uma dança a alguém.

Durante os bailes privados, o  anfitrião tinha de se certificar de que nenhuma das meninas ficaram sentadas sem uma dança. Ele teria que convidar quem ainda não tinha dançado na pista de dança. Em geral, esperava-se que todo homem convidado para um baile iria se levantar e dançar, por cortesia básica para os anfitriões.














Os Bailes eram um magnífico lugar para o encontro entre homens e mulheres, eram  ambientes coloridos, bem iluminados e serviam de rica forragem para a imaginação. Eles eram uma forma extremamente popular de entretenimento, pois, apesar de suas inúmeras restrições, tais eventos eram a oportunidade perfeita para jovens casais terem um contato mais próximo, para segurar pela mão ou pela cintura. Os Bailes serviam também como locais para se fazer conexões e afirmar um sócio de um certa classe social ou para se encontrar um marido ou esposa, mas, principalmente,  era um lugar que proporcionava grande diversão para todos os presentes. (Fonte: Nasci no século errado)


Quanta coisa! Um mundo de regras e comportamentos a serem observados. Mas mesmo com esse monte de regras, confesso que eu gostaria muito de ter vivido nessa época pra vivenciar tudo isso. :)

Nenhum comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Últimos livros lidos