Conheçam o Cupom Válido



E aí, turma, tudo bem?
Se vocês são como eu, tenho certeza de que gastam uma quantia razoável comprando livros todos os meses. Eu mesma às vezes chego a extrapolar e gastar até o que eu não tenho. #socorro

Se isso também acontece com vocês, tenho uma dica bem legal que vai ajudar bastante na hora de gastar seus preciosos reais. 

Estou falando do site Cupom Válido

O CupomValido.com.br é um portal que reúne e disponibiliza cupons de desconto das principais lojas online. Seu objetivo é fazer com que nós economizemos em nossas compras online nas nossas lojas preferidas. Os descontos são concedidos na hora e tudo é muito seguro, pois a compra é realizada diretamente no site da loja.

O site tem parcerias com praticamente todas as principais lojas, e os cupons podem ser usados à vontade, pois são todos gratuitos! Além disso, não é necessário nenhum cadastro para a utilização dos cupons. O que se torna mais rápido, prático e seguro.

O Cupom Válido é atualizado diariamente para fornecer os melhores cupons válidos, liquidações e descontos aos consumidores. Uma dica é cadastrar o e-mail em na Newsletter para receber os melhores cupons de desconto, códigos e promoções. 

Mas San, como fazer para usar os cupons?

Não se preocupem, eu explico:

Os cupons de descontos podem ser de 2 tipos: cupons com código ou cupons através de link (sem código).

Cupom de Desconto Com Código:

1) Escolha uma das Lojas parceiras.
2) Na lista de cupons da loja, clique em um dos cupons listados.
3)Uma tela com um código será aberta. Copie esse código,
4) Na loja, cole o código no campo "Cupom" no Carrinho de Compras ou na Tela de Pagamento.
Pronto! O desconto irá ser aplicado na hora!

Cupom de Desconto através de Link (Sem Código):

1) Escolha uma das Lojas parceiras.
2) Na lista de cupons da loja, clique em um dos cupons listados.
3) Você será redirecionado para a loja através de um link especial, que fornece o desconto automaticamente nos produtos.
Pronto! Em algumas lojas o desconto é visualizado no carrinho de compras. Em outras o desconto já é aplicado automaticamente, diminuindo os preços dos produtos!

Então é isso, gente! Os cupons são bem tranquilos de se usar, não tem segredo. Podem usar à vontade! Tudo o que nos ajuda a economizar é sempre bem-vindo, né?

Por hoje é isso.

Beijos!

Leituras de Maio



























E aí, turma, tudo bem?
Maio se foi e eu, que acreditava que teria um mês produtivo no que se refere à leitura, me enganei.

Nem sei o motivo de eu ter colocado "Leituras de Maio", uma vez que no mês passado eu li apenas UM livro. #shameonme

Foi um mês meio desmotivado pra mim. Tinha (e continuo tendo) os problemas de saúde pra lidar, o trabalho pra me dedicar (sou professora de Inglês)... Fiquei tão cansada que não tinha ânimo pra ler e acabava vendo só séries mesmo. E nada de ler. 

Agora no meio de Junho que voltei a pegar num livro. Tomara que eu consiga melhorar e aumentar as minhas leituras daqui pra frente!

Então, o único livro que li no mês passado foi "Resistência", de Afinitty Konar. 

É um livro que se passa na época do Holocausto e fala sobre a vida de suas irmãs gêmeas que foram levadas para Auschwitz e sofreram os horrores das experiências de Josef Mengele. Para ler a resenha e ver o que achei, basta clicar no nome do livro ou clicar aqui.


E quais foram os livros que vocês leram em Maio? Algum livro bacana que chamou a atenção de vocês e podem me recomendar? Me contem aqui nos comentários.

Por ora é só.

Beijos!

O Inquisidor - Catherine Jinks

Título original: The inquistor: a novel
Autora: Catherine Jinks
Editora: Contexto
Páginas: 397


"...Quando se é inquisidor da depravação herética, embora a verdade possa estar escondida, consegue-se senti-la a maior parte das vezes, assim como o porco consegue encontrar as trufas enterradas."


No ano de 1318, o padre dominicano Bernard Peyre gozava de uma vida relativamente pacífica, trabalhando para a Inquisição da Depravação Herética em Lazet, uma pequena cidade no Sul da França.

Sua função é auxiliar seu superior, padre Jacques Vaquier, em suas tarefas relativas à inquisição: investigando as pessoas da região à procura de hereges, prendendo os suspeitos e fazendo um profundo interrogatório em busca da verdade.

Quando padre Jacques morre, no entanto, chega ao priorado o seu substituto, padre Augustin Duese. Austero e doente, padre Augustin começa um minucioso exame nos registros dos casos acompanhados pelo falecido. Porém, tanto padre Augustin quanto padre Bernard percebem que alguns registros estão desaparecidos e, mesmo procurando muito e perguntando a várias pessoas, não conseguem sucesso. Os registros simplesmente desapareceram.

Paralelamente à investigação, padre Augustin começa a visitar, com bastante frequência, uma casa fora da cidade, em Caussade, onde vivem quatro mulheres. Toda vez que Bernard pergunta o que tanto ele vai fazer naquela casa, Augustin sempre desconversa e não diz.

Numa dessas visitas, Augustin e os quatro mercenários que faziam sua guarda foram brutalmente assassinados, tendo as cabeças decepadas e os corpos picados a machadadas por inteiro, ficando aos pedaços. Ninguém tinha visto nem ouvido nada. Seria muito difícil descobrir a identidade dos autores do massacre.

Por esse motivo, o priorado necessita de outro substituto. É nesse momento que chega o maquiavélico padre Pierre-Julien. Além de ser um expert no que se diz respeito a rituais de magia negra, seus métodos de inquisição são muito suspeitos e ele enxerga o demônio em tudo.  Por causa disso, por várias vezes ele e Bernard acabam entrando em conflito, já que várias pessoas inocentes estão sendo consideradas culpadas perante o julgamento de Pierre-Julien.

"...Falou do Apocalipse como o ato de "pisotear as uvas" e o Juízo Final como a "degustação do vinho". (Parte do vinho seria absorvida por Deus e parte cuspida.) Tenho que confessar que eu estava rindo muito ao final do sermão, mas tinha que fingir estar comovido, que meus grunhidos e lágrimas eram prova de aflição, e não de riso contido. Contudo, acho que Pierre-Julien não se convenceu disso. Ele com certeza não me considerou uma das uvas mais suculentas do mundo."

Ciente de todas essas “virtudes” de seu superior, Bernard resolve ir pessoalmente visitar as misteriosas mulheres que padre Augustin se empenhava tanto em visitar. É assim que ele acaba conhecendo Johanna, uma viúva, mãe de uma jovem muito perturbada mentalmente, chamada Babilônia.

Bernard se afeiçoa tanto a essas mulheres que acaba comprando uma briga muito grande com Pierre-Julien, que insiste em querer acusá-las de heresia e responsabilizá-las pela morte de padre Augustin.

Para protegê-las, Bernard acaba se tornando o principal suspeito do assassinato e se colocando numa grande enrascada, sendo obrigado a fazer algumas coisas que, segundo a igreja, são consideradas inapropriadas. 


O Inquisidor é o primeiro livro de Catherine Jinks que eu leio e devo dizer que gostei bastante!

Toda a narrativa é em primeira pessoa, exposta a nós por Bernard. Na verdade, ele está escrevendo uma carta ao rei para contar toda a verdade sobre os acontecimentos em Lazet e, à medida que ele relata os fatos, nós também ficamos sabendo.

Tenho que confessar que o começo do livro foi bem arrastado e eu achava bem chatinho. Havia muitas coisas escritas na carta de Bernard que eram completamente desnecessárias, pois ele começava a divagar e escrever sobre coisas que não tinham nada a ver com os acontecimentos.

Mas depois das primeiras 50 páginas a leitura ficou bem melhor e eu pude, enfim, mergulhar na história. 

Bernard é muito inteligente, mas também é orgulhoso e muito arrogante. No entanto, tem um ótimo senso de humor e eu dei altas gargalhadas em determinadas partes do livro. 

Demora bastante para descobrirmos a verdade sobre o assassinato de padre Augustin e eu achei que o suspense do livro foi na medida certa, mas confesso que achei meio estúpido o motivo pelo qual ele foi morto. 

De qualquer maneira, gosto muito desse tipo de história, que se passa num cenário religioso, e esse livro conseguiu me entreter bastante.  

Enfim, O Inquisidor é um bom livro de mistério e eu recomendo a leitura a todo mundo que também gosta do gênero. 




Resistência - Affinity Konar

Título original: Mischling
Autora: Affinity Koar
Editora: Fábrica 231
Páginas: 319


"Tarde da noite, quando Pearl dormia profundamente, com a consciência a uma distância segura da minha, eu pensava naqueles minúsculos pedaços de mim e imaginava se nossos sentimentos permaneciam neles, apesar de serem meras partículas. Imaginava se os pedaços se detestavam por participarem daquelas experiências. Achava que sim. E desejava dizer para eles que não tinham culpa, que não era uma colaboração voluntária, que tinham sido sequestrados, coagidos, que tinham sofrido isso. Mas então entendi que tinha pouca influência sobre esses pedaços - depois de serem tirados, só atendiam à natureza e à ciência, e ao homem que dizia ser nosso Tio. Não podia fazer nada pelo bem desses numerosos e minúsculos pedaços."


No começo da história, somos apresentadas a Pearl e Stasha, duas irmãs gêmeas, de doze anos, com seu avô e sua mãe num vagão onde antigamente se transportava gado. Eles estão a caminho dos campos, onde prometeram-lhes que havia uma vida melhor e trabalho. Durante a viagem, as irmãs tentavam aplacar a fome lambendo uma cebola. Sim, lambendo, pois, se a mordessem e mastigassem, ela acabaria logo e elas continuariam com fome.
Ao chegarem ao seu lugar de destino, chamado Auschwitz, todos são recepcionados por uma música alegre, guardas cruéis e uma figura muito simpática, sorridente e toda de branco que, na visão das meninas, parecia um anjo numa terra estranha.
Logo na chegada as irmãs foram separadas de seu avô e sua mãe. Enquanto eles iriam para outro local, elas ficariam ali com o anjo sorridente que insistia em ser chamado de “Tio”. Ele e seus guardas separavam todos os filhos gêmeos de seus pais e as crianças iam todas para um lugar ao qual se referiam como zoológico. No entanto, essas crianças, dizia o Tio, eram especiais e, sendo assim, elas recebiam um tratamento e rações de comida um pouco melhores que os demais no campo. Mas era apenas um pouco.
Esse tratamento e a constante presença sorridente do Tio, sempre brincando com elas, sendo gentil e tentando agradá-las, fez com que ambas pensassem que elas e todos os gêmeos ali, por algum motivo, eram especiais. E eram mesmo. Mas não como elas imaginavam.
Antes de continuar a resenha, deixem-me apresenta-los ao Tio propriamente: seu nome era Josef Mengele.
Por todo o tempo em que estiveram no zoológico, Pearl e Stasha, e todas as outras crianças, eram sujeitas às mais perversas experiências de Mengele. Ele tinha a ideia fixa de que crianças gêmeas eram diferentes das outras pessoas “normais” e, com suas experiências, tentava descobrir quais eram os segredos de seu DNA. Tais experiências consistiam em jogar água fervente no ouvido dessas crianças, pingar soluções venenosas em seus olhos para cegá-las, costurar gêmeos um ao outro, pelas costas, apenas para ver o que acontecia e muitas outras atrocidades.
Pra mim, a narrativa se divide entre dois mundos: o mundo de Mengele e suas experiências, e o mundo criado por Pearl e Stasha.
As gêmeas sempre sentiam e pensavam as mesmas coisas, tanto que eram capazes de, frequentemente, adivinhar o pensamento, sentir a dor e completarem frases uma da outra. Nos primeiros dias em Auschwitz, elas mantiveram essa ligação. No entanto, depois de algum tempo, tornou-se muito difícil para Pearl não notar o mundo de Mengele e perceber o quanto a realidade era cruel à sua volta. Não sabemos ao certo o que Mengele fez com ela, mas a cada dia ela definhava e começava a ter a aparência de quem estava prestes a morrer.
Stasha também tinha sua parte de sofrimento. Assim como a irmã, ela era frequentemente levada ao laboratório do Tio para satisfazer suas perversidades. No entanto, ao contrário de Pearl, quanto mais ela via a crueldade ao seu redor, mais ela fugia para dentro de si e se escondia em seu mundo particular, onde ela tinha explicação para todas as coisas e planejava seu futuro.
À sua maneira, cada uma precisou desenvolver uma força de vontade muito grande para continuar vivendo no zoológico até que a guerra acabasse.

Eu sempre fui muito interessada a tudo o que diz respeito às Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Leio e assisto a tudo o que aparece sobre esse assunto e sempre me emociono muito com relatos de sobreviventes.
Até mesmo quando o livro é de ficção, eu consigo me emocionar. No entanto, não foi esse o caso com Resistência. Claro que me emocionei com os relatos de horror da narrativa, mas não me conectei à história, nem aos personagens.
A autora quis escrever um livro sobre o que acontecia nos campos de concentração e, ao mesmo tempo, acrescentar a poesia à sua escrita. O livro tem capítulos alternados entre as perspectivas de Pearl e Stasha, e nós podemos perceber mais claramente essa intenção da autora quando a história é narrada por Stasha. O problema é que eu não fui convencida.
Eu bem sei que é verdadeira essa ligação entre gêmeos, que às vezes um é mesmo capaz de sentir a dor do outro, que podem ficar doentes da mesma forma ao mesmo tempo e coisas desse tipo. Porém, pra mim, a dependência de Stasha em relação a Pearl foi exagerada. Nem mesmo eu “vestindo minha capa de criança de doze anos” e tentando ver o cenário e a situação por essa perspectiva, eu consegui engolir essa dependência. Pearl era bem diferente nesse aspecto e às vezes chegava até a se irritar com a irmã por causa disso. E foi justamente Stasha quem não me permitiu gostar mais do livro.
Eu entendi a intenção da autora, mas acho que ela poderia ter explorado esse personagem de uma maneira melhor, mais verossímil.
Mas meu descontentamento com a personagem não me impediu de gostar do livro e de recomendá-lo a vocês.
Se você é fã desse tipo de literatura, Resistência é mais um título que precisa estar na sua estante.


Ps: Pra quem se interessa e ainda não viu, há um documentário do History Channel sobre Mengele. Para assisti-lo, basta clicar aqui. Sua loucura era tanta que, dos cerca de 3 mil gêmeos que entraram em Auschwitz, apenas 183 sobreviveram.


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