Olá, adeus e tudo mais - Jeniffer E. Smith

Título original: Hello, goodbye and everything in between
Autora: Jeniffer E. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 272

“Às vezes as coisas mais difíceis são as que mais valem a pena.”



Nos Estados Unidos, no último ano do Ensino Médio, os alunos se candidatam a várias universidades espalhadas pelo país, e esperam ansiosamente pelas respostas para que possam escolher aonde vão estudar e morar nessa nova etapa da vida. Esse é o período em que eles se preparam para a vida “adulta”, pois irão embora da casa de seus pais, deixarão sua cidade e seus amigos para trás, e terão uma nova experiência para viver na vida.

Aidan e Clare, nossos protagonistas, estão passando exatamente por isso. Eles namoram há três anos e esta é a última noite deles juntos. Depois disso, eles irão terminar e ambos vão para a universidade, cada um para um lado oposto do país, a milhares de quilômetros de distância. O livro todo se passa apenas em uma noite, a última noite que em esses dois serão um casal.

Assim, para se despedir do amor de sua vida, Clare faz uma lista de lugares dos quais ela quer passar a noite se despedindo ao lado do namorado, como o lugar onde eles conversaram pela primeira vez; o lugar em que se beijaram pela primeira vez; a primeira vez que foram ao boliche... Enfim, a lista é grande.

O problema é que Aidan não quer terminar o namoro com Clare, pois ele a ama demais, e não consegue ver nenhum motivo para que terminem, uma vez que eles sempre poderão se visitar quando tiverem uma folga da universidade, e ainda terão tempo para se encontrar quando voltarem pra casa nos feriados. É claro que não é fácil administrar um relacionamento a distância, mas também não é impossível.

No entanto, Clare discorda. Ela acha que seria muito prejudicial a ambos começarem essa nova fase da vida trazendo um compromisso do passado, pois isso atrapalharia toda a experiência que eles deveriam viver na universidade.

Assim, Aidan passa a noite tentando convencer a Clare de que o relacionamento não precisa terminar, enquanto ela segue teimando que sim, precisa.



Diferente de A probabilidade estatística do amor à primeira vista, que eu amei, este livro foi um tremendo de um porre!

Eu entendo que há todo um drama nos EUA no que se refere a acabar o ensino médio e ir embora de casa, é muito diferente do que acontece aqui no Brasil.

Mas mesmo assim, acho bem estúpidas e sem fundamento as justificativas que Clare encontra para acabar o namoro. Ela ama o namorado, é completamente apaixonada por ele, mas precisa terminar o namoro porque ela terá muitas experiências pra viver na faculdade. Ah, por favor. Não tive paciência com isso, não.

E durante tooooooodo o livro ela vai repetindo os mesmos motivos, que se tornam cada vez mais ridículos a cada vez que ela os repete, enquanto o pobre do namorado está desesperado para convencê-la do contrário.

Gosto muito da escrita de Jeniffer E. Smith, mas este livro trouxe um drama completamente desnecessário pra mim.

Porém, li várias e várias resenhas e a maioria fala muito bem do livro, muita gente gostou bastante.

Eu não recomendo muito a leitura, mas acho que sou a única... rsrs






Confesse - Colleen Hoover

Título original: Confess
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 320


“Sempre que eu saio para comer, eu secretamente pago a refeição de alguém. Eu não tenho como bancar isso, mas faço porque me faz sentir bem imaginar o que aquele momento significa para essa pessoa, saber que um completo estranho acabou de fazer algo bom para ela sem esperar nada em troca.” (confissão anônima)



O livro começa com Auburn Reed, então com 15 anos, no hospital, despedindo-se do amor de sua vida, que perdeu sua batalha contra o câncer e está morrendo. Isso provoca uma dor devastadora em seu coração e ela acha que nunca poderá se reerguer desse golpe do destino.

No capítulo seguinte, alguns anos já se passaram e Auburn agora está em Dallas e trabalha num salão de cabeleireiros. O problema é que ela precisa muito de dinheiro, pois ela não ganha muito no salão e precisa desesperadamente de uma renda extra, já que agora ela precisa pagar um advogado bastante caro. No início a gente não sabe o motivo para o advogado, nem a narrativa nos dá mais informações sobre isso.

Auburn tem planos muito bem estipulados para sua vida e ela não pode, de maneira nenhuma, sair do programado, pois disso depende sua vida.

Owen Gentry é um artista muito talentoso para a idade que tem e mora sozinho em seu ateliê. O que mais chama a atenção para o trabalho de Owen, é que ele pinta confissões. 

Na porta de entrada de seu ateliê, há um espaço, como aqueles usados pelo correio para colocar cartas, onde está escrito CONFESSE. Através desse espaço, pessoas anônimas deixam à porta de Owen várias confissões a respeito de si. E, pelo fato de serem anônimas, elas escrevem coisas que jamais tiveram coragem de confessar para ninguém. (Algumas delas são de nos fazer chorar.)

Owen, então, pega essas confissões e as pinta. Seus quadros são todos inspirados nelas. Cada tela traz junto a confissão que a inspirou. E são essas confissões que fazem o trabalho dele ser tão único e desejado. Ele abre seu ateliê para expor seus quadros apenas uma vez por mês, e as pessoas fazem fila para estar ali.

Certo dia, Auburn está andando na rua e passa em frente ao ateliê de Owen, onde há uma placa dizendo que estão contratando. Desesperada por outro trabalho, ela não pensa duas vezes. Entra e vai logo atrás de quem está fazendo as contratações. E é aí que ela e Owen se encontram e a mágica acontece.

Ela não pode se permitir fugir de sua vida programada, ele não tem interesse nenhum em compromisso, mas o destino não está nem um pouco interessado em saber o que eles querem ou não.



Como acontece com quase todos os livros de Colleen Hoover, esta foi uma leitura muito gostosa pra mim. Não é meu livro preferido dela, mas ainda assim eu gostei muito!

Principalmente por causa de Owen e de sua arte. A ideia de trazer um personagem que pinta confissões foi sensacional. E fica melhor ainda quando descobrimos que as confissões que estão no livro são reais, enviadas por leitores para que servissem de inspiração para o livro. Isso foi muito, muito bonito da parte de CoHo.

Ambos os personagens têm um segredo. O de Auburn não é difícil de descobrir, eu mesma consegui perceber o que estava vindo antes que fosse revelado. No entanto, o segredo de Owen é uma completa surpresa! E uma surpresa muito bonita.

Relacionamentos abusivos também são tratados no livro, mas não fazem parte do assunto principal.

Enfim, Confesse é um livro curtinho, mas carregado de sentimentos muito, muito fortes. Nada no livro me fez chorar, mas mesmo assim eu me emocionei muito durante a leitura.

Leitura mais que recomendada! 




E, para quem não sabe, foi feita uma minissérie nos EUA, de 7 capítulos, baseada nesse livro. Abaixo, deixo o trailer pra vocês: 






As crianças esquecidas de Hitler - Ingrid von Olhafen & Tim Tate

Título original: Hitler's forgotten children
Autores: Ingrid von Olhafen & Tim Tate
Editora: Contexto
Páginas: 240

"Dezenas de milhares de alemães - talvez dez vezes mais do que isso - pagaram com o próprio corpo o preço do tratamento estarrecedor e brutal dado por Hitler às cidades e ao povo da Rússia. O estupro era tão comum no setor soviético - tanto que deixou de ser notícia - que, para mulheres e garotas entre a puberdade e a idade adulta, a questão não era SE elas tinham sido violentadas, mas QUANTAS vezes."


A obsessão nazista com a pureza racial é bem conhecida por todos nós. O objetivo de criar uma raça ariana superior e a subsequente política de classificação racial os levaram a assassinar 6 milhões de Judeus no Holocausto. Mas não foram somente os judeus que foram dizimados nessa loucura. 

Os negros, ciganos, doentes mentais, homossexuais e deficientes físicos – considerados sub-humanos – foram mortos, esterilizados ou presos. Todo esse horror está documentado, inclusive registrado em fotos, e, como eu disse acima, o mundo todo tem ciência dos horrores causados pela loucura de Hitler. Há centenas, milhares de livros sobre o assunto.

No entanto, há uma outra parte dessa história que muita gente desconhece, que trata sobre as tentativas de criar uma limpeza racial.

Neste livro, Ingrid von Oelhafen nos conta sua história, sobre como ela foi tirada de seus pais Iugoslavos, ainda bebê, e adotada por uma família alemã.

Durante sua infância, Ingrid não conseguia sentir nenhum tipo de conexão afetiva com seus pais. Sua mãe era muito fria, não lhe dava nenhum tipo de carinho, e seu pai era muito duro, o que fazia com que ela tivesse medo dele.

Depois que a guerra terminou, os Soviéticos começaram a invadir a Alemanha e tratar os alemães da mesma maneira com que estes haviam tratado os judeus. A comida era racionada, os homens foram presos e muitas mulheres estupradas, sem contar as propriedades, que foram quase todas tomadas.

Com medo de sofrer as consequências do pós-guerra, a mãe de Ingrid fugiu com ela e seu irmãozinho, deixando-os num lar para crianças órfãs e partindo para outro lugar, para tocar a vida. Na época Ingrid tinha apenas 4 anos, e ficou nesse lar até o começo da adolescência. Sua mãe e seu pai raramente iam visita-los.

Depois da Guerra Fria, anos depois, Ingrid, pesquisando aqui e ali, começa a descobrir a terrível verdade sobre sua identidade e sobre o programa Lebensborn, que ajudava a SS na tentativa de garantir a dominação da raça ariana encorajando as mulheres e os soldados da SS a ter filhos. Porém, quando esse plano se mostrou ineficiente, o programa começou a incluir o sequestro de crianças cuja aparência era semelhante ao ideal de genética que eles almejavam, dando-as a boas famílias nazistas para criá-las.

Através de sua investigação, Ingrid foi guiada até a sua família biológica e a muitas outras vítimas do programa Lebensborn.


Não é novidade pra ninguém a fixação que eu tenho com este assunto. Tudo o que eu posso ler e assistir sobre a Segunda Guerra, eu o faço. Porém, tudo o que já vi e i até agora sempre tratou sobre o que já sabemos: os campos de concentração. Eu nunca tinha ouvido falar sobre o programa Lebensborn e fiquei muito surpresa ao saber que isso existiu.

As crianças esquecidas de Hitler é um livro que choca, parte porque é a história de apenas uma pessoa. A cada página nós ficamos mais familiarizados com Ingrid e sua vida, seus pensamentos, sentimos sua dor e acompanhamos a sua busca pela verdade. É impossível não se envolver e não se emocionar com os seus relatos. Nós podemos ver exatamente como a ignorância sobre suas origens impactaram sua vida.

É muito triste acompanhar suas várias tentativas sem sucesso de consultar registros. A burocracia para isso foi tremenda, nunca dava em nada, havia também a má vontade dos servidores públicos em ajudá-la. Sua busca levou anos até chegar à verdade.


Este é um livro de extrema importância para quem tem interesse sobre o Terceiro Reich e a loucura propagada durante esse período. Recomendo muito!  








Resultado da Maratona Skindô-Skindô 2018

E aí, gente?
Como foi o carnaval de vocês? Leram muito?
Conseguiram ler tudo o que haviam planejado? 
Eu fiquei bem satisfeita com o resultado da maratona que eu fiz. 
Contei tudo direitinho no vídeo aqui abaixo. :)





Acho que o saldo da maratona foi bem positivo pra mim.
E se vocês tiverem maratonas aí pra fazer, me chamem, vou participar de todas! rsrs

Até a próxima!


Um de nós está mentindo - Karen M. McManus

Título original: One of us is lying
Autora: Karen M. McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 384 
(Prova para leitura antecipada)


"Agora eis o dever de casa: liguem os pontos. Será que está todo mundo mancomunado ou alguém está no controle? Quem é o manipulador e quem são as marionetes?Vou dar uma pista para vocês começarem: todo mundo está mentindo."


Numa segunda-feira à tarde, um grupo de cinco alunos é enviado para a detenção. O motivo: um celular foi encontrado dentro da mochila de cada um, por um professor que não permitia celulares em sala de aula.

No entanto, quando os cinco se encontram na sala de detenção, eles percebem que alguém armou para eles, pois os celulares encontrados não eram os seus. Cada um deles havia deixado seu respectivo celular dentro do armário da escola.

Mesmo depois de várias tentativas de convencer o professor de aquilo havia sido uma armação, ele não cede e faz com que os cinco permaneçam na sala de aula. São eles: Bronwyn, a cdf; Cooper, o atleta; Addy, a popular; Nate, o criminoso, e Simon, o garoto que tem um aplicativo no qual publica todas as fofocas e segredos dos alunos, todos eles verdadeiros.

O problema é que, durante a detenção, Simon acaba morrendo e agora os quatro alunos restantes são suspeitos de tê-lo assassinado.

Como se isso não bastasse, todos os quatro tinha motivos para matar Simon, pois seu próximo post contaria os segredos deles, o que traria grandes problemas para eles, podendo prejudicar suas vidas. No entanto, cada um deles jura que não matou o garoto.

Antes disso acontecer, eles não eram um grupo, tampouco amigos. Apenas se conheciam de vista. Agora, eles são obrigados a se falar e andarem juntos, pois, além de estarem sofrendo o desprezo dos antigos amigos, eles também precisam descobrir quem foi que armou pra eles e por quê.



Apesar de a história conter todos os estereótipos adolescentes já tão batido nos livros e filmes, o livro de estreia de Karen M. McManus traz uma boa narrativa, com um ritmo que consegue prender o leitor.

Sinceramente, quem matou Simon não é a grande revelação do livro, até porque, durante a leitura, fica bem fácil de descobrir o desfecho do crime antes que ele seja revelado. Então, essa parte é bem previsível.

A grande sacada da história está no desenvolvimento dos personagens. A narrativa do livro é em primeira pessoa, cada capítulo sendo narrado por um dos quatro suspeitos e, a cada capítulo, o leitor começa a perceber que eles não eram bem quem pareciam ser, o que nos permite ir conhecendo-os mais a fundo. O que é muito bacana, pois a evolução do caráter de cada um é nítida e eles não chegarão ao fim da história sendo as mesmas pessoas do início. Acho que a personagem que mais me surpreendeu nisso tudo foi a Addy. Eu jamais teria imaginado como ela terminaria ao final do livro.

De resto, é um suspense jovem adulto bem normal, sem nenhum grande plot twist surpreendendo o leitor.

Eu gostei da leitura, sim, mas mais não achei o livro mais maravilhoso do gênero como a maioria dos leitores. 

E sim, sem dúvida eu recomendo!








Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Últimos livros lidos