Maratona Literária 24H


Boa noite, turma, tudo bem?
Alguém aí está afim de fazer uma Maratona Literária 24h neste fim de semana? o/

Abaixo há um vídeo onde explico como vou fazer, o horário e mostro a lista de livros que escolhi pra ler durante a maratona.

Sobre o horário, começarei amanhã (22/07), ao meio-dia, e terminarei no domingo (23/07), também ao meio-dia. Os livros vocês podem ver no vídeo. Tomara que eu consiga adiantar minhas leituras!

E se alguém quiser me acompanhar, fique à vontade! :)

Quando eu terminar, faço um vídeo explicando como foi e, dando tudo certo, posto no domingo à noite. Ou, no mais tardar, na segunda-feira. 

Até mais!
Boas leituras pra vocês!




Belas Maldições - Neil Gaiman e Terry Pratchett

Título original: Good omens
Autores: Neil Gaiman e Terry Pratchett
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 350

"Não eram, pensando bem, particularmente más. Seres humanos não costumam ser. É que eles se deixam levar por novas ideias, como se vestir com uniformes camuflados e sair matando pessoas, ou se vestir com lençóis brancos e sair linchando pessoas, ou se vestir com jeans justos e tingidos e sair tocando guitarras na cara das pessoas. Ofereça às pessoas um novo credo com uniforme e seus corações e mentes seguirão."



O demônio Crowley e o anjo Aziraphale estão na Terra há tanto tempo que até se esquecem de que já viveram em outro lugar numa outra época. Tanto que se apegaram ao lugar, aos humanos e ao modo como eles vivem. Crowley adora as comodidades humanas e vive como um deles, embora ele não precise de nada disso.

Essa simpatia pela Terra acabou aproximando os dois e eles meio que desenvolveram uma certa (eu não ousaria dizer amizade) consideração de um para com o outro.

Quando ficam sabendo que o Apocalipse irá acontecer no próximo sábado, antes da hora do jantar, Crowley e Aziraphale ficam bem desapontados e começam a questionar tudo e achar que esse acontecimento seria completamente desnecessário. Assim, eles acabam unindo forças para tentar parar o que é aparentemente inevitável.

Paralelamente a essa história, nós acompanhamos vários outros acontecimentos:
- O anticristo nasceu num hospital onde as enfermeiras são freiras satânicas;
- Anathema (descendente de uma bruxa poderosíssima chamada Agnes Nutter, de quem ninguém nunca ouviu falar) vem entendendo todos os sinais e para ela está muito claro que o Apocalipse está próximo e que a profecia de sua parenta irá se cumprir,
- A chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse. De moto.

Há muitas histórias paralelas à de Crowley e Aziraphale, mas todas elas seguem em direção à mesma coisa: o Apocalipse. E é isso que vamos acompanhando ao longo da história, mas a principal história é mesmo a do anjo e do demônio que talvez consigam impedir o Armagedom. Ou não.


Este é o primeiro livro de Neil Gaiman que eu leio e já posso afirmar que, infelizmente, não me identifiquei com o estilo do autor. Sim, eu sei que a trama foi escrita em parceria com Terry Pratchett, mas, baseada em tudo que já li e ouvi sobre os livros de Gaiman, é impossível não reconhecer sua essência.

E digo que não me identifiquei com seu estilo porque também assisti à série American Gods e, ao longo dos 8 episódios da 1ª temporada, em vários momentos eu me pegava me perguntando o motivo de eu ainda continuar assistindo. Mas eu já havia começado, então era uma questão de honra terminar. Aí vocês podem me dizer que o livro é muito melhor do que a série, e que com certeza eu vou gostar. Não, eu não vou. Já vi o suficiente. E com isso, não estou dizendo que os livros de Neil Gaiman são ruins, ou que ele não é um bom escritor. Eu só não me identifico com seu estilo.

É fácil entender o motivo de tantas pessoas amarem Belas Maldições (até onde eu sei, só eu não gostei...rsrs). O livro é carregado de ironia, cinismo e um humor fora do convencional, indo desde as piadas mais sutis – contidas nas infindáveis notas de rodapé – até as cenas de comédia pura. O problema foi que eu não ri. Achei graça de uma ou outra coisa, mas, ainda assim, não ria. Apenas pensava comigo mesma: “Ok, essa foi legal”.

O livro também traz várias críticas ao modo como as pessoas vivem hoje em dia e ao que a humanidade fez com o próprio planeta, sempre disfarçadas de piadas carregadas de ironia e eu achei sensacional os autores usarem desse artifício.


No mais, só posso dizer que, embora a leitura não tenha funcionado muito pra mim, tenho certeza de que os fãs de Neil Gaiman que ainda não leram este livro – o que eu acho muito pouco provável –, irão adorar essa trama malandra que muita gente ama e recomenda.  


SORTEIO "PORTÕES DE FOGO"

Boa tarde, turma, tudo bem?
Já tinha um tempinho que eu não fazia um sorteio por aqui, né?
Pois é, minha gente, a seca chegou ao fim! \o/

Hoje trago pra vocês, graças à querida Editora Contexto, o sorteio do incrível Portões de Fogo, de Steven Pressfield. Um romance sensacional sobre Leônidas e os 300 de Esparta.

Se você ainda não sabe de que se trata, pode clicar aqui e conferir a resenha e o vídeo que fiz sobre o livro. 

E sabem o que é melhor? Desta vez serão sorteados 2 EXEMPLARES!


Ficaram animados? Então vamos às regras:




Regras

1) Ser seguidor do  O Blog da San  (clique em SEGUIR ao lado direito da página). É necessário ter uma conta de e-mail no Gmail para participar. Todo mundo tem. :) 




Regras

1) Ser seguidor do  O Blog da San  (clique em PARTICIPAR DESTE SITE ao lado direito da página). É necessário ter uma conta de e-mail no Gmail para participar. Todo mundo tem. :) 

2) Ter um endereço de entrega no Brasil.


ATENÇÃOÉ obrigatório seguir o blog. Depois de preencher esse item no Rafflecopter, as demais opções são liberadas.

Você pode fazer o login com sua conta do Facebook ou preencher com seu nome e e-mail clicando em "use your name and e-mail".

Depois clique nos BOTÕES DO IT de cada opção para validar sua participação.

A promoção vai até dia 19/08/2017, então tem muito tempo para vocês participarem. :)

Boa sorte a todos!




a Rafflecopter giveaway

Ofício de escrever - Frei Betto

Título: Ofício de escrever
Autor: Frei Betto
Editora: Rocco (selo Anfiteatro)
Páginas: 175


"Não há crítica, há críticos. Ou seja, cada um lê a partir dos óculos que possui. Não se pode afirmar "a Veja não gostou de tal livro", e sim "não gostou aquele a quem a Veja entregou a obra para criticá-la". Fosse outra pessoa, a Veja teria gostado..."


Frei Betto já escreveu em torno de 60 livros e este é o primeiro dele que eu leio (Shame! Shame! Shame!). Eu gosto muito de escrever, então foi por isso que, ao ler a sinopse do livro, eu fiquei bastante interessada e resolvi solicitá-lo.

Diferente dos livros técnicos, que trazem dicas valiosas sobre como melhorar a escrita, Ofício de Escrever é um livro que traz lindas e profundas reflexões sobre o ato de escrever, que, para Frei Betto, mais do que um simples ofício, é uma missão.

Achei muito linda a maneira com a qual ele começa o livro, descrevendo a importância da escrita na sua vida:

“Escrevo para lapidar esteticamente as estranhas forças que emanam do meu inconsciente. Nada me dá mais prazer na vida do que escrever. Condenado a fazê-lo, tiraria de letra a prisão perpétua, desde que pudesse produzir textos. Aos candidatos a escritor, aconselho este critério: se consegue ser feliz sem escrever, talvez sua vocação seja outra. Um verdadeiro escritor jamais será feliz fora desse ofício.
Escrevo para ser feliz. Bartheanamente, para ter prazer. Sabor do saber. Tecer textos. Tanto que, uma vez publicado, o texto já não me pertence. É como um filho que atingiu a maturidade e saiu de casa. Já não tenho domínio sobre ele. ”

Além de discorrer lindamente sobre a arte de escrever, Frei Betto também aborda a escrita de grandes autores, nacionais e internacionais, como T.S. Eliot, Shakespeare, Adélia Prado, Bartolomeu Campos de Queirós e vários outros. E em todo o livro, de uma maneira poética, ele vai nos deixando maravilhados a cada página. Dá para sentir o quanto ele exerce esse ofício com paixão. Em certo momento ele chega a mencionar que escrever é tão importante e necessário à sua vida, tanto quanto respirar. E ainda vai além:

“Embora a música seja, em minha opinião, a mais sublime das artes, a literatura é a mais sagrada. ”

Frei Betto também fala da beleza das Escrituras e de como é fácil encontrar lindas poesias nos Salmos, no livro Cântico dos Cânticos, no Evangelho de São Lucas e em muitos outros livros da Bíblia.

Enfim, só posso dizer que cada capítulo desse livro é um deleite e que é impossível não se apaixonar mais ainda pela escrita. E para quem não tem vocação para a escrita há vários capítulos sobre a importância da leitura e de como ela tem o poder de transformar a vida e o caráter de uma pessoa.

Só tenho elogios para este livro. Fiquei tão encantada com a escrita de Frei Betto que com certeza vou ler mais livros dele.


Ofício de escrever é um must have na estante de todos aqueles que gostam de ter suas vidas transformadas pelos livros.



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