Editora Planeta. 440p.
Classificação:

O autor Javier Sierra nos oferece um fantástico romance de mistério e intriga sobre uma das lendas mais antigas e estranhas da América ? A Dama Azul
A narrativa não obedece uma ordem cronológica. Ela é feita em diversas linhas de tempo, alternando entre a catequização dos índios do Novo México nos anos de 1600 por uma misteriosa dama vestida de azul, a investigação do jornalista Carlos Albert, os sonhos de Jennifer e os mistérios do Vaticano com o padre Baldi, estes últimos, nos dias atuais.
Esses personagens nunca se cruzam ao longo da história, em tempo algum, mas todos têm uma coisa em comum: de alguma maneira, tiveram contato com a irmã Maria de Jesus de Ágreda – a Dama Azul.
A cada capítulo, um deles é o personagem central, trazendo-nos novas informações a respeito dessa misteriosa freira.
Javier Sierra, em seu livro, nos afirma que não há coincidências na vida, e que o que acontece com uma pessoa tem sempre uma causa oculta e que o acaso não existe.
O intuito da Dama Azul em suas bilocações era converter os índios ao Cristianismo, sem que houvesse derramamento de sangue por causa da resistência dos índios em abandonarem seus costumes para acreditar no deus branco e a insistência do frades por apresentar-lhes à nova fé.
A incessante busca do padre Baldi por respostas, era a maneira de encontrar a mão dos anjos em nossas vidas, e para Carlos e Jennifer, as respostas também eram importantes para desvendar os vários mistérios que a ciência não pode explicar.
É uma ficção histórica, uma vez que Javier Sierra mistura fatos reais com tramas militares que nunca existiram. Mas o que me levou a ler esse livro foi justamente a curiosidade a respeito da freira de Ágreda, que realmente existiu (1602-1665) e que, segundo numerosos testemunhos, realmente visitou vários outros lugares e países sem nunca ter deixado o convento onde vivia.
É uma ficção histórica, uma vez que Javier Sierra mistura fatos reais com tramas militares que nunca existiram. Mas o que me levou a ler esse livro foi justamente a curiosidade a respeito da freira de Ágreda, que realmente existiu (1602-1665) e que, segundo numerosos testemunhos, realmente visitou vários outros lugares e países sem nunca ter deixado o convento onde vivia.
Este é, sobretudo, um livro que debate a fé, tanto para os que a têm como para os que não a têm.
Mas eu recomendo a leitura.



