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De Tudo Um Pouco - Devaneios da Gih (Próximo da lista)

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Orgulho e Preconceito
Jane Austen
Julho



Oi, pessoal!

Vocês sabem muito bem que eu vivo cheia de 'leituras obrigatórias' para cumprir, e por esse motivo às vezes preciso abrir mão das minhas leituras de lazer, mas vocês não sabem a felicidade que me dá quando posso retomar uma leitura interrompida...e é exatamente o que está havendo.

Há um tempo precisei interromper Orgulho e Preconceito para poder me dedicar às minhas responsabilidades de universitária, mas agora peguei meu lindo livro da estante e vou poder dar a atenção devia a Elizabeth e Mr. Darcy.


Quem não conhece a história de Elizabeth Bennet, uma jovem inteligente que se vê às voltas com uma mãe casamenteira e quatro irmãs totalmente diferentes umas das outras, que conhece Darcy, um arrogante aristocrata, por quem sente uma antipatia profunda?

Quem não leu o livro provavelmente assistiu às inúmeras adaptações para TV e cinema e se apaixonou por um dos casais mais interessantes da literatura.

Conheci Jane Austen através de colegas que compartilham comigo o amor pela leitura e sou grata por isso, porque é uma das maiores autoras de todos os tempos e suas obras atravessam gerações. Fiz minha mãe gostar dela, agora ela é viciada kkkk

E para os que não conhecem...recomendo. Permita-se se apaixonar. <3

 

ORGULHO E PRECONCEITO: Filme x Minissérie



Já é de conhecimento público e notório que eu sou completamente apaixonada por Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e que também já assisti a todas as suas adaptações.
Neste post, quero falar sobre as duas mais famosas: a minissérie produzida pela BBC, em 1995, e o filme estrelado por Keira Knightley, em 2005.
Há quem prefira a minissérie da BBC e eu compreendo totalmente os motivos, mas não consegui gostar dessa produção. Foi dividida em 6 episódios, tendo como protagonistas Colin Firth, no papel de Mr. Darcy – papel que o consagrou nas telas e o levou a interpretar o Darcy de O Diário de Bridget Jones – e Jennifer Ehle no papel de Elizabeth Bennet.


Como dizer? Simplesmente não houve química! Pra começar, exceto pelos atores que interpretam – muito bem, diga-se de passagem – o Sr. e a Sra. Bennet, e Colin Firth como Darcy, todo o elenco tem cara de mais velho – e são feios! – demais para a idade dos personagens, na minha opinião. 





Os diálogos são marcados, fica artificial. Colin Firth mostra porque ganhou destaque a partir dessa produção, seu Darcy é realmente muito bem construído, não há como negar.


Obviamente que essa versão foi muito mais fiel ao livro, uma vez que há muito mais tempo para a história ser desenvolvida. Muitas frases e diálogos brilhantes do livro estão presentes e isso é uma coisa que conta muito. Mas como o elenco não teve um grande entrosamento, não achei uma produção 5 estrelas. Achei boa, mas nenhuma maravilha.

Já no filme de 2005, a atmosfera é totalmente outra.

Claro, é uma adaptação para o cinema, então já sabemos que tem as suas diferenças e não é tão fiel assim ao livro, mas o elenco compensa tudo!

Keira Knightley está brilhante no papel de Elizabeth Bennet! Toda a juventude e vivacidade, a energia e a sagacidade de Lizzie Bennet ganharam vida com a atriz e ela soube transparecê-los como ninguém! Pra mim, foi a melhor interpretação de Lizzie até agora.

 
 

 
Matthew Macfadyen foi outro show à parte no papel de Mr. Darcy, que deu um banho no Darcy de Colin Firth – meninas, me perdoem... eu amo Colin, juro, mas o Darcy de Matthew é simplesmente imbatível!





As caras e bocas da arrogância de Darcy no rosto de Macfadyen são simplesmente perfeitas. Toda vez que ele fala, deixa transparecer a luta intensa que Darcy trava dentro de si – luta esta que só muito mais pra frente nós ficamos sabendo que existe –. E, ao mesmo tempo em que ele tem a medida de arrogância certa, também tem a de comédia.




Tanto os protagonistas como todo o restante do elenco estavam na mesma sintonia, eram realmente uma família, bem diferente do que eu vi na minissérie de 1995. Outro exemplo disso é a personagem Jane Bennet, a mais velha das filhas.

Jane do filme

No filme, vivido pela atriz Rosamund Pike, Jane é perfeita e linda, doce e ingênua, mas sem ser tonta, e se fazia notar. Na minissérie, Susannah Harker (a atriz que fez Jane) que me perdoe, mas de linda ela não tinha nada e era muito apagadinha – sem contar que a coitada é bem feinha e tem cara de tartaruga.


Jane da BBC


A verdade é que todo o elenco do filme brilha!

Enfim, já ficou bastante clara aqui a minha preferência pelo filme, não é?

A BBC produziu outras minisséries baseadas em outros livros de Jane Austen, bem como também há outros filmes, mas ainda não vi todos, então não posso comparar aqui, mas assim que eu tiver a oportunidade de conferi-los, farei um novo post.

E vocês?
Qual das duas versões vocês preferem?

Me contem aqui nos comentários. 




ORGULHO E PRECONCEITO - Jane Austen

Título original: Pride and Prejudice
Autora: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Páginas: 304 (edição de bolso)
Classificação
Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

Hoje nós vamos para 1813, para falar de Elizabeth Bennet, sua família e sua vida.

Um dos grandes clássicos da literatura mundial, Orgulho e Preconceito retrata a sociedade do século XIX, quando tudo o que importava eram os grandes bailes e um bom casamento. E, claro, a moral e os bons costumes eram tidos em altíssima conta.

Narrado em terceira pessoa e com um português primoroso, o livro nos conta a história de sua protagonista, Elizabeth Bennet, a segunda de 5 irmãs. A única preocupação da Sra. Bennet, sua mãe, era arranjar um bom casamento para suas filhas, dando prioridade a Jane, sua filha mais velha – e, segundo ela, também a mais bonita .

Apesar de ser em terceira pessoa, constantemente somos levados para dentro da mente de Elizabeth e assistimos ao desenrolar das coisas através de sua perspectiva.

Tudo começa com a chegada de Charles Bingley, que alugou a propriedade vizinha à da família Bennet, trazendo consigo suas irmãs, seu cunhado e seu melhor amigo, Mr. Darcy.

Não demora para que os Bennet e os Bingley se cruzem pelo vilarejo e se conheçam, e Jane e Charles ficam completamente encantados um com o outro, enquanto Darcy se mostra arrogante e pretensioso, comentando que naquele lugar não há nenhuma mulher interessante, nem mesmo Elizabeth, que é considerada a segunda mais bonita – depois de Jane – na região, o que faz que os dois se detestem também logo de cara.

Elizabeth não perde uma única oportunidade de provocar Darcy, surpreendendo-o cada vez mais com sua personalidade marcante. E quanto mais ela tenta evitar, mais frequentemente eles se encontram. E se apaixonam. Porém, o orgulho de um é tão grande quanto o preconceito do outro, o que faz com que ambos deem muitas cabeçadas no decorrer da história.

“O orgulho é uma falha muito comum, penso. Por tudo que já li, estou convencida de que é, de fato, muito recorrente; que a natureza humana é particularmente dada a isso e que há bem poucos de nós que não acalentariam um sentimento de autocomplacência no cômputo de uma ou outra qualidade, real ou imaginária. A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras geralmente sejam usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vã. O orgulho está mais vinculado à nossa própria opinião de nós mesmos, e a vaidade, ao que achamos que os outros pensam de nós.”

Enquanto Jane é toda sensível, meiga e inocente, Elizabeth é viva, brincalhona, sagaz e muito, muito esperta. Adora argumentar, desafiar, provocar e está sempre envolvida num bom debate.

Charles é a versão masculina de Jane, tão sensível e meigo quanto ela. Darcy, por sua vez, diferente de Elizabeth, é retraído e reservado, o que muitas vezes o faz passar por orgulhoso. No entanto, é um fofo!

“Ele foi convidado diretamente a se juntar a elas, mas declinou, observando que apenas poderia imaginar dois motivos para elas optarem por ir e vir juntas pela sala, e a ambos os motivos sua companhia interferiria.(...)- Não faço a menor objeção em explicá-los. – disse ele, assim que ela lhe permitiu falar. – Ou vocês escolheram este modo de passar a noite porque estão trocando confidências e possuem casos secretos para discutir, ou porque estão conscientes de que suas figuras se mostram muito bem ao caminhar; se for o primeiro, eu atrapalharia por completo e, se for o segundo, posso admirá-las muito mais enquanto eu me sento ao lado do fogo. ”

Numa sociedade onde a posição social de uma pessoa é requisito obrigatório para um bom casamento – porque geralmente só pobre se casa por amor – , os protagonistas encontram-se às voltas com seus sentimentos avassaladores e contraditórios. A família Bennet, além de pobre, não tem muita classe – quase nenhuma, na verdade – e isso tem um certo peso no amor de Charles e também no de Darcy, fazendo com que, por vezes, eles lutem contra seus sentimentos e acabem cometendo grandes erros.

O pai de Elizabeth, o Sr. Bennet, é um show à parte! Intelingentíssimo e debochado, tem sempre uma resposta para tudo e geralmente essa resposta é carregada de ironia, o que me arrancou muitas gargalhadas. É um dos meus personagens preferidos! Em contrapartida, sua ilustre cônjuge é um tanto irritante e vive completamente fora deste mundo. As irmãs mais novas de Lizzie e Jane, são todas desmioladas, cada uma à sua maneira, e fazem o restante da família morrer de vergonha.

Todo esse cenário é usado por Jane Austen para criticar os costumes de seu tempo, mostrando que, na verdade, o dinheiro não é tudo e que a falha na formação do caráter de um filho é dos pais. 

Bem, essa é uma história conhecida e admirada pelo mundo todo, tendo inúmeras edições publicadas e até hoje cai nas graças de seus leitores. Eu apenas conhecia a história, mas nunca havia lido o livro, apesar de já ter visto o filme muitas vezes. Depois que terminei, não pude deixar de me perguntar o motivo de não o ter lido até agora. Quanta riqueza eu estava perdendo!

O romance é uma delícia! Doce e engraçado na medida certa. Os personagens são cativantes e é muito gostoso acompanhar seu crescimento durante a história. Quando terminei de ler, revi o filme, a versão de 2005, e também assisti à minissérie produzida pela BBC em 1995, só pra poder permanecer mais tempo junto com tantas “pessoas” queridas. Mas isso fica para outro post, onde quero comparar as duas produções.

Leiam, meus queridos! Leiam, porque Orgulho e Preconceito é um livro que merece ser lido e relido muitas vezes. Entrou para a minha lista de favoritos, dividindo o primeiro lugar com O Morro dos Ventos Uivantes e Jane Eyre.




Esta resenha foi feita para cumprir o item 7 do Desafio Realmente Desafiante:

7. Ler um livro que é citado em ouro livro. (Por exemplo: Bella, em Crepúsculo, cita "O Morro dos Ventos Uivantes")

Orgulho e Preconceito é citado em O Diário de Bridget Jones, dentre outros








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