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Let it snow - John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle





























Título: Let it snow
Autores: John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle 
Editora: Speak
Páginas: 352


"Debbie precisou se levantar e me servir uma fatia grossa de bolo antes de responder. E digo grossa de verdade. Tipo o sétimo livro do Harry Potter. Eu conseguiria derrubar um assaltante com aquela fatia de bolo."


Let it snow é um livro formado por três contos diferentes, cujos personagens são (quase todos) bem interessantes. As histórias se entrelaçam de uma maneira muito bonitinha, embora cada uma delas possa ser lida de maneira independente e, mesmo que vejamos os personagens cruzando as histórias uns dos outros, é de uma maneira bem leve, até que todos terminem no mesmo lugar ao final do livro. Agora, falarei um pouquinho de cada conto:


“O expresso Jubileu”, de Maureen Johnson. Neste conto, conhecemos a jovem Jubileu, cujo Natal foi arruinado porque seus pais foram presos em razão de uma confusão de Natal. Por esse motivo, para que não fique sozinha, ela precisa pegar um trem para a Flórida, para ficar com seus avós até que seus pais saiam da cadeia. O problema é que, devido a uma nevasca, o trem é obrigado a parar no meio do caminho, numa cidade chamada Gracetown, e onde Jubileu descobre que tudo pode acontecer. Esse conto é uma gracinha e, dos três, o meu preferido!


“O milagre da torcida de natal”, de John Green. Tobin combinou com seus amigos que passariam a véspera de Natal fazendo uma maratona de filmes do James Bond, que todos adoram. Porém, um amigo lhe telefona e informa que a Waffle House onde ele trabalha está cheia de líderes de torcida e insiste que Tobin deve ir para lá imediatamente, o que ele faz sem pestanejar. Mas para chegar até a Waffle House, ele e seus amigos precisam atravessar a cidade no meio da neve, o que não torna as coisas muito fáceis. Apesar de esse ser o conto do John Green, que é um dos autores de quem mais gosto, é o conto que eu menos gostei dos três. Aliás, não gostei mesmo. Ponto.  Achei bem fraquinho.


“O santo padroeiro dos porcos”, de Lauren Myracle. Addie acabou de terminar com o namorado e está muito deprimida por causa disso. Como se não bastasse esse momento difícil, sua amiga Tegan a acusa de ser muito egoísta e de só pensar em si mesma. Para provar que isso não é verdade, Addie assume para si a responsabilidade de buscar para Tegan o miniporco que ela comprou num pet shop. O problema é que muitas coisas acontecem e saem do controle, o que deixa Addie com um problemas cada vez maiores. Esse conto também é muito engraçadinho e bonitinho, embora o de Maureen Johnson ainda continue sendo meu preferido.



Mesmo sendo apenas três contos e um deles sendo meio chato, Let it snow ainda é um livro fofo, com aquele clima de Natal que a gente tanto gosta nas histórias, e consegue nos tirar um belo sorriso do rosto no final. Recomendo!



Ps: Apesar de ter lido em inglês, o livro já foi lançado no Brasil com o nome de Deixe a neve cair, pela Editora Intrínseca. 



SHINE - Lauren Myracle



Título original: Shine
Autora: Lauren Myracle
Editora: Pandorga
Páginas: 327
Sinopse: Um rapaz surrado, amarrado e deixado para morrer, palavras de ódio rabiscadas em seu peito... Uma garota se recusando a viver sua vida, subjugada por um segredo vergonhoso... Quando seu melhor amigo se torna vítima de um brutal crime de ódio, Cat, uma adolescente de dezesseis anos, começa uma jornada para descobrir quem cometeu o crime em sua pequena cidade. Ricamente ambientado, este audacioso mistério mina os segredos de uma comunidade preconceituosa unida e examina a força de vontade necessária para ir contra todos que você conhece, em nome da justiça. Tendo como pano de fundo o preconceito, violência, grupos fechados, drogas e intolerância, Myracle escreveu com habilidade um conto angustiante sobre a transição para a vida adulta, enredada em um mistério profundamente inteligente. Perspicaz, corajoso e comovente, esta é uma obra inesquecível de uma autora querida.


Patrick é um garoto de dezessete anos, homossexual, que mora em Black Creek, uma cidadezinha minúscula, cujos habitantes são preconceituosos e grosseiros e a maioria dos jovens é viciada em drogas e metanfetamina.

Certa noite, ao sair do trabalho, Patrick é atacado e espancado violentamente, sendo, depois, amarrado a uma bomba de gasolina, com o bocal da bomba enfiado em sua boca, com palavras de ódio rabiscadas em seu peito. Vai parar no hospital em coma, correndo grande risco de morrer.

A polícia não consegue descobrir absolutamente nada a respeito do crime – e me parece que nem se esforçam muito para fazê-lo – e prefere afirmar e reafirmar que deve ter sido obra de forasteiros homofóbicos. Assim ficava mais fácil justificar o caso não resolvido.

Cat é uma garota de dezesseis anos que, anos antes, era a melhor amiga de Patrick, desde a infância. No entanto, algo aconteceu com ela no passado e ela acabou se isolando de todos por conta disso. Patrick não teve culpa de nada, nem sequer soube o motivo de ela subitamente começar a agir como se não o conhecesse, mas Cat era imatura demais para lidar com o que lhe aconteceu e simplesmente não conseguia mais lidar com pessoas. Até mesmo seu irmão mais velho, Christian, que era um herói para ela, deixou de o ser, porque ela achava que no momento em que mais precisou dele, ele a havia abandonado.

Com o incidente com Patrick, Cat percebe o quanto ainda amava o amigo e como ele fazia falta em sua vida. Assim, ela tem uma decisão a tomar: ficaria de braços cruzados, apenas velando pelo amigo sem obter justiça, ou ela mesma faria suas investigações por conta própria para encontrar o culpado? Se optasse pela segunda, ela teria um obstáculo a transpor: sair de seu mundinho isolado e voltar ao convívio das pessoas. Pior, encarar novamente as pessoas que ela havia deixado para trás e, eventualmente, seu passado.

Eu tinha feito uma promessa para Patrick,

para Mãezinha e para Deus e iria mantê-la.

Pág. 59
Cat começa então a conversar com os amigos de Patrick e com as pessoas da cidade. Anda por aqui e ali ouvindo conversas, juntando fatos, falando até com traficantes e viciados e, sem saber, acaba por colocar a própria vida em risco.

Paralelamente a essa busca por justiça, ela conhece Jason, um rapaz muito fofo que, obviamente, será seu par romântico na história.

É a partir dessa sede de encontrar o culpado que ela também embarca numa viagem ao seu próprio interior e é obrigada a enfrentar antigos demônios, o que a faz abrir os olhos e perceber muitas coisas diante de si. E é aí que entra a capa do livro, com uma flor desabrochando. Tem tudo a ver.

Nessa jornada de autodescobrimento, Cat resgata sua percepção sobre os verdadeiros valores e a importância das verdadeiras amizades.

O conhecimento era mais poderoso do que o medo. O amor mais forte do que o ódio.

    Pág. 241

Shine não é um livro para todos os tipos de leitores, por isso eu acredito que não serão muitas pessoas a gostar dele. Na maior parte do tempo a leitura é devagar e nada acontece, nenhuma ação, embora as peças do quebra-cabeças vão se juntando devagar e o mistério comece a ficar interessante à medida em que avançamos na história. No entanto,  é um livro que trata sobre olhar pra dentro. Sobre aqueles momentos cruciais em que somos obrigados a decidir se queremos seguir em frente ou ficarmos afundados em nosso mundinho pra sempre, nos sentindo as eternas vítimas de tudo e de todos, e o que e como somos obrigados a enfrentar nossas dores e traumas se decidimos romper com tudo isso e nos abrirmos para a vida que se apresenta cheia de possibilidades diante de nós todos os dias.

Eu recebi completamente o recado da autora e gostei muito do livro. Espero que outras pessoas venham a gostar dele também.  :)

Recomendo!

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