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Outlander: A cruz de fogo - parte 1 - Diana Gabaldon

Título original: Outlander: the fiery cross
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Série: Outlander - livro 4 (parte 1)
Páginas: 720


"Ele não tinha medo de morrer com ela, queimado ou de qualquer outro modo - mas de viver sem ela."

ATENÇÃO: Esta resenha pode conter spoilers para quem não leu os livros anteriores.



A Cruz de Fogo começa exatamente onde terminou o livro anterior, Os tambores de outono – parte 2. Claire e Jamie estão vivendo seu período de “felizes para sempre” enquanto Brianna e Roger tentam lidar com o casamento e o novo mundo/época em que se encontram.
Stephen Bonnet, como de costume, continua estuprando e roubando todas as mulheres e coisas nas quais ele consegue colocar suas mãos – o que não deve continuar por muito mais tempo se depender de Jamie, que vem o caçando já há algum tempo. Brianna, por sua vez, ainda está tentado esquecer da experiência traumatizante vivida com o elemento, enquanto tenta ser boa mãe e boa esposa.
Jamie finalmente parece ter sossegado e domado seus demônios, apesar de ainda lidar com as escolhas que fez em sua vida. Claire continua sua vida de médica/bruxa/curandeira aqui e ali enquanto AINDA, vez ou outra, se pega pensando em Frank e sentindo sua falta e/ou lamentando pelo que fez com ele.
Uma outra coisa que assombra a vida deles é a iminente Revolução Americana, que está para acontecer dentro de 4 ou 5 anos. Infelizmente Claire não sabe muita coisa a respeito, além do fato de ter sido uma revolução muito sangrenta e que milhares de pessoas foram mortas de ambos os lados. Assim, devagar, eles já buscam ajustar suas vidas de modo que estejam preparados para quando isso acontecer.
Enquanto Jamie tenta fazer prosperar a Cordilheira dos Frasers – ao mesmo tempo em que se prepara para a Revolução –, ele recebe uma carta ele recebe uma carta de seu mais ou menos amigo e governador da Carolina do Norte, na qual ele diz a Jamie que ele deverá formar uma milícia para confrontar alguns rebeldes em outra cidade. Com isso, os ânimos dos Frasers ficam abalados, pois, apesar de a Revolução sobre a qual Claire tem algumas informações só estoure dali a 4 anos, este pode muito bem ser o início de tudo. Afinal, nem tudo é contado nos livros de história. E isso só preocupa mais ainda Claire e sua família.
Preocupado, Jamie agora tenta encontrar um meio de convencer seus arrendatários a entrarem para a milícia e lutarem numa possível guerra que não é deles.
A Cruz de Fogo é uma história envolvente sobre o momento atual dos Frasers e a intrincada teia de suas vidas e sua família; é uma história de devoção e de esperança, lealdade e amizade, e união.



Quem vem lendo minhas resenhas sobre esta série, sabe o quão frustrada eu fiquei com os dois últimos livros. A narrativa estava maçante, Brianna e Roger estavam insuportáveis e até mesmo Jamie estava me irritando.
No entanto, neste novo livro, é muito nítido o desenvolvimento de Brianna e Roger. Eles agora estão determinados a fazer o relacionamento dar certo, estão muito envolvidos com a família e com todos os afazeres do dia-a-dia, e é muito legal ver a adaptação deles à nova época.
Jamie também está muito mais centrado neste livro. Não faz nada por impulso, como era de seu costume, e todas as suas ações são muito bem pensadas. Seu senso de humor continua maravilhoso e eu dei altas risadas com seus diálogos.  
Duas coisas bem legais que acontecem no livro: 1) a narrativa agora é feita sob os pontos de vista de Claire, Jamie, Brianna e Roger. Os capítulos alternam entre as perspectivas deles.
2) Claire está muito mais envolvida com a prática da medicina e é possível ao leitor acompanhar muito mais casos clínicos com mais detalhes. É muito legal ter uma noção melhor de como as doenças mais simples poderiam ser tão sérias naquela época e quais eram os tipos de tratamento. Sem contar que Claire começou até a desenvolver sua própria Penicilina!
Agora, uma coisa que me incomoda muito é que, no quinto livro da série, Claire ainda fica se lamentando a respeito de Frank. Gente, já passou da hora dessa mulher superar isso, vocês não acham? É um saco quando ela começa a se lembrar dele e ficar meio chateada por tudo o que houve.
Enfim, posso dizer que me apaixonei novamente pela série e que a trama neste livro está muito melhor. Tem ação, muitos momentos dramáticos, vários momentos engraçados e ainda um assassinato a ser desvendado.

Se você acompanha a série, corra para ler esta sequência. E se ainda não começou, comece urgentemente, porque a série é sensacional!



Livros da série lidos até agora:
7. A cruz de fogo - parte 1

Outlander: Os tambores do Outono (parte 2) - Daiana Gabaldon

Título original: Outlander: drums of autumn
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Série: Outlander - livro 4 / parte 2
Páginas: 469


"Nunca perdemos os filhos. Não há como."


ATENÇÃO: Esta resenha contém spoilers para quem não leu os livros anteriores.


Agora que Jamie e Claire estão vivendo na Carolina do Norte, a vida dos dois parece ter alcançado o merecido sossego. Eles têm sua propriedade e seus animais para cuidar, e Claire tem seus pacientes que vêm de toda região. Tudo parece estar bem. Parece.
E aí temos Brianna e Roger. O casal sem graça. Brianna descobriu a data em que seus pais iriam morrer e sob que circunstâncias, então resolveu esperar a data certa para seguir até o círculo de pedras e passar por elas, para encontrar seus pais e avisá-los. Sem que Roger soubesse, é claro.
Mas Roger fica sabendo e acaba indo atrás de sua amada para protegê-la. Mas eles acabam se desencontrando e cada um acaba tendo sua aventura particular até chegar à Cordilheira dos Fraser e encontrar Claire e Jamie.
 
Eu esperei tanto por esse livro sair, achando que ele seria melhor que a segunda parte, mas me enganei. Foi tão chatinho quanto.
Aqui nós não temos grandes aventuras vividas por Claire e Jamie, o foco da história são Brianna e Roger.
É perfeitamente compreensível que a história tenha que focar esses dois também, afinal eles têm seu próprio romance e estavam numa época diferente, eu entendo isso. Só acho que as coisas entre eles poderiam ser melhores, mais bem desenvolvidas.
Brianna tem 25 anos, mas é tão tonta quanto uma menina de 12. Incrível como ela se comporta da maneira mais absurda, sem contar as coisas idiotas em que acredita. Fez tantas coisas estúpidas que acabou criando uma situação bem difícil para vários personagens. Nunca vi criatura mais burra.
Roger, apesar de inteligente, acaba sendo tonto em vários momentos também, embora mesmo assim ainda consiga ser melhor que Brianna. Mas ele se mostrou também muito forte em vários momentos do livro. E olha que esse rapaz sofreu, coitado!
Jamie, como sempre teimoso, conseguiu me tirar altas risadas com seu comportamento grosseirão de sempre. Houve várias brigas dele com outros personagens no livro, e lá estava Claire, o tempo todo tendo que apaziguar as coisas. Esse casal estará para sempre no meu coração. <3
O que mexeu comigo mesmo foi o destino do jovem Ian neste livro. A decisão que ele tomou para ajudar sua família me surpreendeu tanto! Só espero que mesmo assim ele continue aparecendo nos outros livros, pois ele é essencial para essa história.
Outro personagem que me surpreendeu foi John Gray. Eu não ia muito com a cara do sujeito nos outros livros, mas neste ele acabou me conquistando. Mostrou um lado dele que eu nem sabia que existia. Ponto para o Lorde Gray!
Bem, apesar do meu desapontamento com este livro, continuo adorando a série e recomendando a leitura. É perfeitamente normal que, numa série, alguns livros agradem mais que os outros. E mesmo eu me desapontando com o livro, tenho que dizer que muitos momentos me surpreenderam, principalmente com alguns personagens, como citei anteriormente.
Enfim, Outlander continua sendo a série do meu coração e eu espero ansiosíssima pelo próximo livro. Recomendo!


Outlander - Os tambores do outono: parte 1 - Diana Gabaldon

Título original: Drums of autumn
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Série: Outlander - livro 4 / parte 1
Páginas: 576


"Você é a minha coragem, assim como eu sou sua consciência. Você é meu coração, e eu, sua compaixão. Sozinhos, não somos inteiros."


Como os outros livros da série, Os tambores do Outono começa exatamente no ponto em que terminou o livro anterior, O resgate no mar – parte 2.
Claire e Jamie estão juntos novamente. Conseguiram escapar das Índias e foram parar agora nas colônias da Carolina do Norte.
Este livro traz uma narrativa um pouco mais lenta, acho que por Claire e Jamie terem entrado numa rotina doméstica um pouco mais normal na vida deles, vivendo as emoções da época e das circunstâncias atuais. 
Há ainda algumas aventuras e partes emocionantes na história, mas a maior parte acaba sendo uma série de eventos desconexos. Talvez esses eventos se encaixem mais para a frente, na segunda parte do livro, mas agora eu não consigo ver sentido nas circunstâncias e problemas criados pela autora nesta primeira parte. 
Diferente das aventuras passadas, onde fugiam de Jack Randall, lutavam contra os planos de Geillis Duncan e lidavam com piratas, agora Claire e Jamie veem seus problemas resumidos a escravos e índios, e a determinação de Jamie em ter um pedaço de terra para trabalhar e finalmente poder sossegar a vida. 
Enquanto isso, nos ‘tempos atuais’, Brianna tenta – sem sucesso – superar a partida da mãe e lidar com os novos sentimentos que ela agora tem por Roger Mackenzie, o que a transforma numa jovem especialmente enfadonha. 
Ela é inteligente, possui grande habilidade tanto para pesquisas históricas quanto para computadores, mas chega a ser ridículo seu comportamento em determinados momentos.
Enfim, apesar da narrativa um tanto lenta e do meu descontentamento a respeito de determinadas atitudes dos personagens, a história continua muito interessante, agora num cenário completamente novo. 
Novos personagens são inseridos e um grande problema surge no fim desta primeira parte, o que me faz acreditar que toda a ação deste 4º título da série tenha sido guardada para a segunda parte. 
Diana Gabaldon continua mestra em combinar romance e aventura a fatos históricos sem perder o poder de manter o leitor preso a suas histórias. É impossível não se deixar absorver completamente pelo mundo criado pela autora. 
Aguardo ansiosa pela segunda parte!



Livros anteriores da série Outlander:

1.  A viajante no tempo
2. A libélula no âmbar
3. O Resgate no mar - parte 1
4. O Resgate no mar - parte 2

Outlander - O Resgate no Mar: parte 2 - Diana Gabaldon

Título original: Voyager
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Série: Outlander - livro 3/parte 2
Páginas: 656


No decorrer da leitura, à medida que as coisas acontecem, você pensa: "Ok, agora tudo vai melhorar e as coisas ficarão calmas....". E aí você vê que se enganou mais uma vez. 
Finda-se um problema, um novo começa na vida de Claire e Jamie.

Sequestros, fugas, naufrágios, tráfico de escravos, um padre perturbado e uma breve e conturbada estadia na Jamaica são os ingredientes da segunda parte do livro 3 da série. 

É incrível o dom de Diana Gabaldon para criar uma história com tantas ramificações que acabam por se entrelaçar direitinho ao final do livro. E quando você acha que não pode mais haver nada que ela possa inventar para a história, ela te surpreende.

Felizmente, Outlander não é o tipo de série que a gente começa a ler por curiosidade e, depois do segndo livro, acaba abandonando ou então lendo só pra saber como termina. É bem diferente disso. Nós queremos ler porque precisamos saber o que virá a seguir. 

Além de descrever muito bem os fatos históricos, a trama entre Claire e Jamie é muito bem desenvolvida.

Sem dúvida, Outlander é uma das melhores séries que já li. 
Mal posso esperar pelos próximos volumes!






Outlander - O Resgate no mar: parte 1 - Diana Gabaldon

Título original: Voyager
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Série: Outlander - livro 3/parte 1
Páginas: 592

"Encontraria Claire assim que morresse?, perguntou-se. Ou talvez, como esperava, seria condenado à separação por algum tempo? De qualquer forma, ele a veria outra vez; agarrava-se à convicção com muito mais firmeza do que abraçava os dogmas da Igreja. Deus a dera a ele; Ele a traria de volta."


Aviso: esta resenha contém spoilers para quem não leu os livros anteriores da série. 

Vinte anos atrás, Claire Randall, por acidente, atravessou uma pedra em um lugar chamado Craigh na Dun, Escócia, e fez uma viagem no tempo, voltando para 200 anos antes, em pleno clima de guerra na Escócia. Lá ela fora mantida presa, escapou de vilões, soldados e acabou conhecendo James Fraser, com quem foi obrigada a casar para salvar sua vida.

O problema era que que Claire, no seu tempo, já era casada com Frank Randall, e tudo o que ela queria era voltar pra casa. O tempo foi passando e Claire acabou se apaixonando por Jamie de verdade. Ele agora era seu verdadeiro marido. No entanto, diante da guerra e do fato inegável de que a Escócia estava perdendo, Jamie, que amava Claire mais do que tudo, fez com que ela voltasse para as pedras e atravessasse, voltando para seu próprio tempo, pois Claire estava grávida e nada restava para ela ali além da morta. Jamie preferira morrer sozinho a levar consigo sua mulher e seu filho. E assim foi.

Três anos depois de desaparecer, Claire voltou para Frank, grávida de outro homem. Ela tentou contar-lhe a verdade por inúmeras vezes, mas ele nunca acreditou.

Claire teve uma menina, a quem dera o nome de Brianna, e por quem Frank desenvolveu um amor profundo. Ele decidiu ficar com Claire e adotar a menina, mesmo sabendo que não era sua filha. No entanto, o casamento deles nunca mais fora o mesmo. Havia o respeito e a convivência, mas apenas isso.

Agora, 20 anos depois, com Frank já morto e Brianna adulta, Claire resolve voltar à Escócia e levar a filha consigo, para contar-lhe toda a verdade.

Depois de revelar-lhe tudo, mãe, filha e um amigo da família resolvem investigar documentos históricos para saber onde e quando Jamie morrera. Para sua surpresa, Claire descobriu que ele não morreu na batalha de Culloden, onde eles se viram pela primeira vez. Foi então que ela sentiu um desejo crescente de procurar por ele.

Apoiada pela filha, ela colocou toda sua vida em ordem, deu todas às recomendações à fila e seguiu seu destino. A hora de voltar para Jamie tinha voltado. Ela atravessou as pedras novamente, pela terceira vez.

Ao chegar na Escócia de 200 anos novamente, não foi difícil encontrar Jamie, pois ela havia pesquisado tudo sobre ele antes. Quando encontraram-se, ele mal pôde acreditar em seus olhos, achava que via um fantasma.

Depois de conversarem e ele se certificar de que ela realmente estava de volta, apesar do forte amor que sentiam um pelo outro, ainda sentiam-se separados por 20 anos. Já não se conheciam mais tão bem como antigamente e já não sabiam mais tanto um sobre o outro.

Neste novo volume da história, Claire e Jamie terão de aprender a se conhecerem novamente.
Entre revelações, brigas, fugas, amores e piratas (sim, eu disse piratas), os dois cruzarão os mares em busca de alguém muito querido e viverão as mais insólitas aventuras.


Decididamente, os livros desta série, apesar de serem grossos, nunca são o suficiente. Não me sinto intimidada pelo volume de páginas, pelo contrário. Quanto mais páginas, mais tempo eu passarei com esses dois, conhecendo o mundo e os costumes de várias épocas e culturas.

Diana Gabaldon consegue como ninguém misturar ficção e história num romance muito bem escrito.

Já li a parte 2 e confesso que já comecei a sofrer de abstinência.

Recomendo muito!



Outlander 2: a libélula no âmbar - Diana Gabaldon

Título original: Dragonfly in amber
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 935
Série: Outlander - livro 2



"Não havia nada a ser feito até de manhã. Caso amanhã chegasse e Jamie não, então eu poderia começar a percorrer as casas de supostos conhecidos e supostos amigos, um dos quais poderia ter notícias ou ajuda a oferecer. Mas naquela hora da noite, eu estava de mãos atadas; impossibilitada de me mover como uma libélula no âmbar."



Não primeiro livro da série, A viajante do tempo, nós vimos que Claire Randall acabou de voltar da guerra, no século XX, e reencontrar seu marido, Frank. Ela é uma enfermeira que, por hobby, estuda botânica. Ele é um professor de história determinado em conhecer mais sobre seus ancestrais escoceses.

Para se esquecerem dos horrores da guerra, eles decidem deixar a Inglaterra e viajar para a Escócia, para uma segunda lua-de-mel.

Na Escócia eles visitam vários lugares, inclusive uma colina chamada de Craigh na Dun, onde há um misterioso círculo de rochas. Ao andar por entre elas, Claire acaba tocando em uma e, através dela, viajando no tempo, indo parar no século XVIII (sim, ela voltou 200 anos no tempo). E logo de cara já foi perseguida por soldados ingleses e sequestrada por foras-da-lei escoceses. É nessa confusão que ela acaba conhecendo Jamie Fraser, um lindo e alto ruivo de olhos azuis.

Sem saber como voltar para casa, Claire acaba ficando naquela época e vivendo seus costumes.

Atenção: Esta resenha contém spoilers para quem ainda não leu A viajante do tempo.

Vinte anos se passaram desde que Claire voltou para o século XX, grávida de Jamie Fraser, para viver com Frank. Sua filha, Brianna, foi criada e amada por Frank como sendo dele. Quando ele morre, Claire acha que está na hora de Brianna saber quem era seu verdadeiro pai e toda a história entre eles.

Com esse intuito, ela viaja com a filha para a Escócia e pede a ajuda de Roger para descobrir o que aconteceu a um determinado grupo de escoceses que lutaram numa guerra duzentos anos atrás.

Quando chega a hora de revelar a Brianna a verdade sobre seu passado, Clair volta a narrativa para o ano de 1744, quando ela morava na França com Jamie, com a intenção de impedir que o príncipe Charles Stuart se reerguesse e desse início a um levante para uma revolução que não daria certo e resultaria no massacre dos escoceses. Esse massacre ficaria conhecido nos livros de história como a Batalha de Culloden, sobre a qual Claire aprendera na escola quando era estudante.

Mas essa missão não seria tão fácil. Claire e Jamie teriam de tomar todo o cuidado, pois a França estava cheia de espiões e ninguém poderia desconfiar das intenções deles. Para piorar a situação, ela estava grávida e sofria de enjoos constantes, sempre passando mal e preocupando Jamie.

E por falar em preocupação, um terrível inimigo do passado retorna para seu convívio e traz à tona o ódio terrível que ambos nutrem por ele.

Tentando disfarçar e se adaptar aos costumes da França do século XVIII, Claire não tem outro jeito a não ser valer-se de seus conhecimentos sobre botânica e plantas medicinais e tornar-se um tipo de curandeira da região, o que lhe permite frequentar vários círculos e saber de todos os boatos sobre a sociedade e sobre a Coroa.

Jamie, por sua vez, consegue aproximar-se de Charles Stuart e tornar-se seu amigo íntimo, o que pode facilitar a missão de frustrar os planos do príncipe.

É nesse clima de revolução e de sociedade francesa que se passa a história deste segundo livro da série.


Gente, que livro!
Eu me pergunto como essa mulher – Diana Gabaldon – tem cabeça para escrever uma história tão bem amarrada que vem e volta no tempo. E olha que este foi apenas o segundo livro que eu li (de uma série de 8 – até agora).

Uma coisinha pequena que acontece no começo e a gente não dá importância, de repente é trazida à tona novamente no meio e faz toda a diferença.
O livro é muito, muito bem escrito!

Com ricos detalhes a respeito das Terras Altas e da França do século XVIII, a autora consegue desenvolver um romance e infiltrá-lo por entre fatos históricos reais daquela época.

Esses fatos históricos são mencionados e descritos com muita frequência no decorrer do livro, mas o desenvolvimento e o crescimento dos personagens também acompanham tudo isso e a gente acaba quase que acreditando que essas pessoas existiram de verdade. Em poucas palavras, Diana Gabaldon conta uma história dentro da História, o que eu acho uma sacada incrível.

Como eu já mencionei, este é o segundo livro de uma série de 8 lançados até agora. Não sei se a série para por aí ou se ainda virá mais algum.
O tamanho e a espessura dos livros (o primeiro tem mais de 600 páginas e o segundo tem mais de 900!) assusta um pouco, mas depois que a gente começa a ler, nem sente que são tantas páginas assim.

E o final? E o finaaaallll?? Senhor dos anéis, que agonia! Preciso do terceiro!!

No ano passado, os livros ganharam uma adaptação para as telas, transformando-se numa série, como o mesmo nome: Outlander. A primeira temporada teve 8 episódios e ficou muito boa! Os fãs dos livros aprovaram. Até minha mãe, que não gosta de séries – mas ficou completamente louca pela história depois que leu – elogiou bastante e não vê a hora de estrear a segunda temporada que, se não me engano, será em Abril. Abaixo, o trailer da primeira temporada para vocês conferirem:


Enfim, se você ainda não começou a ler esta série, recomendo que saia correndo agora e vá atrás do primeiro livro, porque estamos falando de um must-read na vida de qualquer leitor.

Recomendo muito!




Livro anterior: 

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