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Vi e gostei

Bom dia, turma, tudo bem?
Já faz um bom tempo que não falo por aqui sobre o que eu ando assistindo e o que recomendo, né? 
Resolvi fazer isso hoje. 

No Banco de Séries está rolando um desafio chamado Projeto Fall Season, que consiste em você assistir a todos os pilotos que estrearam na fall season, que é o período mais importante para séries na TV americana entre os meses de Setembro e Maio. 

Enfim, achei bem legalzinho o desafio e decidi participar. Tenho que dizer que assisti a muitos pilotos péssimos, que me fizeram questionar a sanidade das pessoas - ou a falta dela - por gastarem dinheiro com produções tão ruins!

Porém, felizmente, nesse monte de pilotos péssimos, encontrei uma série da qual eu gostei muito! E é sobre ela que vou falar agora:

The Good Doctor


Nesta série, Freddie Highmore vive o papel de Shaun Murphy, um rapaz autista, diagnosticado com Savantismo (A síndrome do sábio, síndrome do idiota-prodígio ou savantismo (do francês savant, "sábio") é considerado um distúrbio psíquico com o qual a pessoa possui uma grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência. Tais habilidades são sempre ligadas a uma memória extraordinária, porém com pouca compreensão do que está sendo descrito. - Fonte: Wikipedia) e tem um desejo bem ousado: começar seu programa de residência cirúrgica em um hospital muito importante. 

Suas habilidades e capacidade são questionadas e postas à prova o tempo todo pelos médicos do hospital, que acreditam que Shaun não passa de um retardado incapaz, que acabará fazendo uma besteira a qualquer momento e comprometendo a credibilidade e a reputação do hospital. O único que acredita nele é o presidente do conselho, que foi quem o contratou. 

Eu nunca assisti a Bates Motel, então não posso falar da atuação de Freddie Highmore nessa série, mas em The Good Doctor ele está simplesmente fantástico! Esse garoto precisa ganhar vários prêmios e logo, pois seu personagem é sensacional, e eu falo sério. Eu já estou completamente viciada e fico ansiosíssima esperando pelo próximo episódio semana a semana. Sem contar que já derramei várias lágrimas durante alguns episódios. 

Mas tenho que ressaltar uma coisa: se você é como eu, fã de Grey's Anatomy, não vai gostar muito da parte médica em si de The Good Doctor, pois ela deixa um pouco a desejar, já que o foco é mesmo em Shaun e no seu autismo, e não no hospital em si. Então, apesar de serem séries médicas, uma é bem diferente da outra e, em matéria de sangue, casos legais e medicina, Grey's Anatomy é bem melhor. Porém, quem liga para os casos médicos quando Freddie Highmore nos cativa quase que instantaneamente com Shaun Murphy? 

Eu já recomendei a série a vários amigos meus e agora faço questão de recomendar aqui também. Se vocês ainda não assistiram, por favor, deem uma chance, garanto que vão gostar! 

Segue o trailer abaixo, pra terem uma ideia de como é a série.


Carbono alterado - Richard K. Morgan

Título original: Altered carbon
Autor: Richard K. Morgan
Editora: Bertrand Brasil
Série: Carbono alterado - livro 1
Páginas: 490


“Se você quiser fazer justiça, terá que fazer isso com as próprias mãos. Leve para o lado pessoal. Cause o máximo de estrago que puder, deixe sua mensagem bem clara. Assim será bem mais provável que levem você a sério. De que considerem você uma pessoa perigosa.”


Num futuro distante, a morte já não é mais um problema. Tudo isso porque agora a consciência humana pode ser armazenada em um cartão de memória. Assim, quando o corpo morre por algum motivo, o cartão de memória é retirado, podendo ser colocado em outro corpo, realizando, assim, o download da consciência no novo corpo e - voilà! – trazendo a mesma pessoa de volta, apenas “vestindo” um corpo diferente.

Outra coisa muito comum é o fato de agora as viagens interplanetárias serem bem corriqueiras. A maioria dos planetas é habitada e as pessoas podem tranquilamente ir de um planeta a outro.

É nesse cenário que somos apresentados a Takashi Kovacs – um mercenário que teve seus sentidos melhorados e amplificados para um melhor desempenho de seu trabalho – , que foi contratado por  um famoso e poderoso empresário, chamado Laurens Bancroft, para investigar a sua morte. 

Bancroft foi morto e suas últimas horas antes de morrer foram apagadas de seu cartucho. A polícia não gastou muito tempo na investigação, classificando o corrido como um simples caso de suicídio, mas o empresário tem certeza de que não se matou, pois não havia nenhum motivo para isso.

Para ter certeza de que Kovacs irá até o fim da investigação, Bancroft não economiza dinheiro, equipando o emissário com as melhores armas, roupas e uma conta no banco bem recheada para seus gastos pessoais.

Para solucionar o caso, Kovacs se alia à tenente Ortega. Juntos, eles vão descobrindo pistas que os levam a entender que aquilo é muito mais do que uma simples investigação de assassinato.


Antes de mais nada, preciso dizer que nunca fui fã de sci-fi, seja nos livros ou nos filmes. Esse não é meu gênero preferido nem de longe. No entanto, quando eu li a sinopse de Carbono Alterado, fiquei muito curiosa e não pude evitar: me joguei na leitura! E o melhor de tudo é que eu realmente gostei do que li!

Na minha opinião, o que torna o livro mais legal é o fato de a narrativa ser em primeira pessoa e como os elementos de ficção científica são descritos, não importando o quão estranhos eles pareçam ser. A maneira com que esses elementos são explicados na voz de Kovacs é muito interessante, pois nos leva a conhecer todo o seu histórico como emissário e o motivo de ele ter tanto conhecimento a respeito de tantas coisas, permitindo a construção simultânea de mundo e personagem, o que é MUITO bacana.

A narrativa é repleta de ação e, quando isso acontece, o leitor se torna um pouco mais fã de Kovacs, pois ele coloca todo o seu treinamento em prática e não tem dó nenhum de ninguém.  Porém, mesmo tendo gostado muito do mundo criado pelo autor e da história em si, eu acho que pelo menos um terço do que acontece ali poderia ser cortado, pois certos acontecimentos deixam bem claro que foram escritos apenas para deixar o livro mais longo.

Mesmo assim eu gostei muito da história e estou bem curiosa pra ver como ela ficará na tela, já que a Netflix está produzindo uma adaptação em 10 episódios baseada nela. Vai ser bem legal ver Kovacs em ação.


Recomendo muito o livro, turma, principalmente para os que são grandes fãs de sci-fi!

Graça e maldição - Laure Eve

Título original: The Graces
Autora: Laure Eve
Editora: Galera
Série: The Graces - livro 1
Páginas: 350 


"As palavras têm poder. Mas as palavras não são nada sem a intenção por trás delas, guiando-as."


River é uma adolescente que se mudou para uma cidade nova – e pequena – com sua mãe depois que seu pai desapareceu sem deixar vestígios. Uma noite ele simplesmente foi embora e nunca mais voltou nem deu sinal de vida.

Apesar de River não se encaixar em nenhum grupo da escola – o que já acontecia na escola anterior –, ela quer muito ser aceita no trio dos Grace, que são três irmãos (Summer, Thalia e Fenrin) que acabaram se tornando celebridades na cidade e na escola. Há um rumor – ainda que não confirmado – de que os Grace são uma família de bruxos. Existe até mesmo um site sobre eles, cujo autor é desconhecido.

Nossa protagonista já sabe, é claro, de todos os rumores que rodeiam o trio, mas mesmo assim, e mesmo sendo meio tímida, ela acaba dando um jeito de se tornar amiga de Summer (mas ela quer mesmo é o Fenrin, por quem está apaixonada), que é a menos discreta dos irmãos, não se importa com a fama que eles têm e, aliás, se comporta de uma maneira que acaba por confirmar os rumores. Apesar de fazer tudo para parecer uma bad girl que não está nem aí pra nada, ela é uma boa amiga, tanto que River logo se vê cativada por ela.

Ao conseguir essa amizade, River começa a fazer planos. Ela quer tanto fazer parte daquele grupo que, devagar, acaba desejando ser parte da família também. E, além disso, ela também deseja algo que acredita que eles podem ajudá-la a conseguir. O que é esse algo nós saberemos quando descobrirmos o motivo de ela ter mudado de escola e de cidade.

Eu preciso dizer que quanto mais eu lia o livro, mais eu queria saber sobre o que foi que aconteceu na antiga escola de River e qual era o motivo de ela querer tanto ser próxima aos Grace. No entanto, o mesmo não aconteceu com a personagem em si. Eu não conseguia me conectar a ela, não havia simpatia nenhuma. Porém, quando cheguei ao final do livro, fui entender o motivo da minha quase antipatia por ela. Aliás, quando descobrimos os motivos que ela tem para se tornar tão próxima dos Grace, percebemos que talvez ela não seja mesmo aquele tipo de protagonista de quem gostamos logo de cara. Ouso dizer que ela não é uma pessoa com a gente simpatiza de maneira nenhuma. Ela é misteriosa, mas, à medida que ela vai revelando mais e mais de si, nós vemos o quão atrevida e arrogante ela pode ser, considerando a si mesma a melhor pessoa que os Grace poderiam ter como amiga.
Sobre os Grace, além de serem misteriosos, eles também são desejados por todos na cidade, pois são exageradamente bonitos, todos eles. E, por causa dos rumores, também são temidos por todos. Os adolescentes da escola morrem de vontade de fazer parte do grupo deles, mas, apesar da reputação majestosa e da fortuna que eles têm, ainda há os rumores, e é isso que mantém outros jovens bem longe, com exceção de River, é claro.
A história em si se desenrola bem devagar. Há momentos em que as descrições de River sobre determinadas situações ou pessoas parecem muito dramáticas e um tanto forçadas, dando a impressão de que o intuito disso é fazer com que o leitor veja os personagens apenas pela perspectiva egoísta e manipuladora de River, e não por si mesmos.
Apenas uma ou outra coisa acontecem no livro, não há muita ação. O que predomina mesmo é a aura de mistério, o que é até bem legal. Porém, quando os acontecimentos no final se desenrolam e o mistério é revelado, eu achei um pouquinho forçado, mas acabou por confirmar as desconfianças que eu tinha a respeito da personalidade de River.

Enfim, Graça e Maldição não foi o melhor livro YA que já li na vida, mas mesmo assim eu gostei da história e estou curiosa para saber como ela irá se desenrolar nas sequências. Aguardemos. 


Contos da academia dos caçadores de sombras - Cassandra Clare

Título original: Tales from the Shadowhunter Academy
Autores: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman
Editora: Galera Record
Páginas: 504


“Somos o que nosso passado fez de nós. – disse Catarina – O acúmulo de milhares de escolhas diárias. Podemos mudar, mas jamais podemos apagar o que fomos.”


ATENÇÃO! Esta resenha contém spoilers para quem não leu ainda os livros da série Os Instrumentos Mortais.

Diferente dos outros livros da série Os Instrumentos Mortais, Contos da Academia dos Caçadores de Sombras é uma coletânea de dez contos, todos sobre Simon Lewis e a sua vida em Idris, treinando na Academia para se tornar um Caçador de Sombras.

Mas voltemos um pouco no tempo para entender o motivo de nosso protagonista ter ido para a Academia.

Simon foi apresentado, no começo da série, como o melhor amigo de Clary. Algum tempo depois, ele acaba sendo transformado num vampiro e tem muita dificuldade em se adaptar à sua nova vida.

Antes de ele voltar a ser humano, ele salvou a vida de todos os seus amigos, mas pagou um preço caro por isso: perdeu todas as suas lembranças referentes a Clary e ao mundo dos Caçadores de Sombras. Para Simon, agora, esse mundo e os amigos dele que fazem parte desse mundo nunca existiram.

Ele sequer se lembra de ter sido um herói. Como vocês podem imaginar, isso causará uma série de confusões. Ele acaba reencontrando seus amigos e todos contam para ele tudo a respeito de sua vida, tudo aquilo que ele não se lembra. Infelizmente, nem isso faz com que ele recupere sua memória, o que o deixa muito frustrado, pois Isabelle ainda o ama e o quer de volta, mas Simon não consegue ser um namorado para ela no momento.

Porém, há uma promessa de que se ele se tornar um Caçador de Sombras, no momento em que ele beber da taça do Anjo e ascender, ele recuperará todas as suas lembranças. É aí que ele toma a decisão de ir para a Academia e começar a treinar.

Assim, junto a outros adolescentes, mundanos e filhos de caçadores, Simon vai para Idris e começa seus estudos na Academia. Ele consegue se enturmar muito rápido, pois, apesar de ele não se lembrar, ele é um herói naquele mundo e todos querem ser seus amigos.

Os diálogos entre Simon e George, seu colega de quanto e grande amigo, são os melhores. É muito legal acompanhar o desenvolvimento da amizade deles e as brincadeiras que um faz com o outro. George é meu personagem preferido!

Os contos se conectam com os livros das séries Os Instrumentos Mortais e Os Artefatos das Trevas, detalhando um pouco de toda a história e ajudando a desenvolver e explicar um pouco do que acontece no livro Dama da Meia-noite.

Eu me diverti muito com a leitura. Além da deliciosa narrativa de Cassandra Clare e do fato de podermos matar um pouquinho a saudade dos personagens e do mundo incrível criados por ela, pudemos ter mais detalhes de alguns acontecimentos narrados em Dama da Meia-noite e, assim, entender melhor tudo o que houve.

Vale ressaltar que, para a escrita desses contos, Cassandra Clare contou com a ajuda de outros autores: Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman.

Se você gosta da série e ainda não leu este livro, eu aconselho a parar o que está fazendo e começar a ler neste exato momento! Ahahahahaha


Super recomendo!



A outra casa - Sophie Hannah

Título original: Lasting damage
Autora: Sophie Hannah
Editora: Rocco
Série: Spilling - livro 6
Páginas: 460

"Abro os olhos e vejo um volume vermelho. Inicialmente não sei para o que estou olhando, e então... Ai, Deus, não pode ser. Ai, cacete, ai, Deus. Sangue. Uma mulher caída de barriga no meio da sala, e sangue, um lago dele, sobre o carpete bege."


Uma definição para esta resenha: CONFUSA.


Connie e Kit Bowskill sempre quiseram morar em Cambridge e, notando que a mansão Bentley Grove estava à venda, Connie entrou no site da corretora onde a mansão estava à venda para dar uma olhada. Já era tarde – 01h00 da manhã – e ela teve que esperar Kit dormir para que pudesse fazer isso. 
Depois de clicar em todas as fotos e avaliá-las muito bem, ela resolve fazer um tour virtual. Girando lenta e panoramicamente pela casa, a câmera de remente mostra uma mulher caída no chão, com o rosto para baixo, numa poça de sangue. Morta. 

Horrorizada, Connie corre para acordar o marido, mas quando ele faz o tour virtual pela casa, não há nenhuma mulher morta, nem sangue, nem nada. Apenas um tapete bege numa sala comum. 

Depois disso, infelizmente, nas próximas 250 páginas a narrativa fica muito lenta e trata, na maior parte do tempo, sobre a sanidade – ou a falta dela – de Connie, seu relacionamento com Alice, sua terapeuta homeopática, com seus pais, a irmã e o marido.
 
Também ficamos sabendo um pouco sobre as vidas confusas de alguns personagens que trabalham em uma delegacia.

Charlie e Simon, ambos policiais, agora se casaram e estão em lua-de-mel. Nós ficamos sabendo dos acontecimentos nesse cenário através de Charlie, que narra tudo ao mesmo tempo em que tenta decidir se ela e Simon se amam de verdade. 

Connie conversa com Alice sobre tudo o que aconteceu e esta a aconselha a informar o “assassinato” a Simon. Porém, quem atende ao seu chamado é Sam, substituto de Simon. Connie conta tudo a Sam nos mínimos detalhes, enquanto ele presta atenção e anota tudo. Depois de investigar a casa e não encontrar nada, Sam fala novamente com os Bowskill e acaba dizendo que, talvez, Connie possa ter imaginado o corpo na casa.

Algum tempo depois, uma outra mulher aparace na história dizendo ter visto o mesmo corpo no mesmo tour virtual pela mansão
Bentley Grove. Com isso, Sam liga para Simon, que acaba encurtando a lua-de-mel para ver o que está acontecendo.

Nesse ínterim, Connie faz contato com a dona da mansão, uma médica chamada Selina, e tenta falar com ela sobre o ocorrido, mas isso só serve para piorar as coisas e deixa-la mais confusa. Ela começa a ter desmaios e ataques de pânico frequentemente, o que a deixa preocupada sobre sua saúde mental e física, se perguntando se o assassinato realmente aconteceu. 

Como podemos ver, o livro é repleto de personagens (
E há ainda outros personagens que eu nem mencionei!) e a narrativa é feita sob várias perspectivas diferentes. Tantas coisas acontecem que fica difícil de lembrar com quem e porquê que tudo aconteceu. 
Depois de voltas e mais voltas na narrativa, o livro melhora nas últimas 150 páginas, preocupando-se em esclarecer mais como e porquê o assunto principal – a suposta morte de uma mulher – aconteceu e menos em quem foi o autor da coisa toda.

Quando vi esse livro no catálogo, eu quis ler na hora, pois eu adoro romances policiais. Mas toda minha empolgação desvaneceu-se quando, em várias vezes, me vi perdida em meio a personagens que falavam de sobre coisas das quais eu não fazia ideia do que fossem.

Outra coisa que me desagradou: Muitas e longas reflexões dos personagens sobre si mesmos, com várias conjecturas inúteis que não levavam a nada e com as quais a gente precisava conviver dentro da cabeça deles.
Por fim, há uma coisa a ser ressaltada: eu não sabia que este livro era o em uma série policial. Assim, as muitas vezes em que me vi perdida no meio da história, devem-se ao fato de eu não ter lido os livros anteriores. Acredito que isso tenha influído muito no meu desapontamento com a trama.
Sim, no final da história, o mistério é resolvido e podemos entender grande parte do que ficava sem resposta durante a narrativa, mas também outras coisas relacionadas a personagens secundários ficaram pendentes, certamente porque serão melhor desenvolvidas numa outra sequência.
Tenho certeza de que eu gostaria muito mais do livro se eu tivesse lido os anteriores e estivesse 100% em sintonia com o mundo dos personagens. O problema é que apenas os livros 2 e 6 da série foram lançados aqui no Brasil. Desta forma, quem se interessou vai ter que caçar os demais livros em inglês na internet.




A caminho do altar - Julia Quinn

Título original: On the way to the wedding
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Série: Os Bridgertons - livro 8
Páginas: 320


"Ele simplesmente queria que ela fosse dele. Ele queria olhar para ela e saber. Saber que ela carregaria seu nome e teria os seus filhos e olharia apaixonadamente para ele todas as manhãs sobre uma xícara de chocolate quente."


Finalmente temos a oportunidade de conhecer Gregory Bridgerton mais profundamente, já que nos livros anteriores ele passava a maior parte do tempo na faculdade de Eton e pouco figurava entre a família.

Gregory tem 26 anos agora e, diferente dos seus irmãos quando tinham essa idade, ele acredita no amor verdadeiro e está à espera daquele instante mágico em que ele olhará para uma dama e seu coração será imediatamente arrebatado. Sim, queridos, Gregory é um romântico incorrigível.

Visitando Anthony, seu irmão, e sua doce esposa Kate na propriedade deles no campo, em Aubrey Hall, Gregory tem a chance de conhecer algumas pessoas que estão passando alguns dias ali também.

Entre tais pessoas, estão Hermione e Lucinda, duas jovens – e melhores amigas – que acabaram de terminar a escola e estão prestes a debutar na próxima temporada em Londres. Lucinda é uma jovem muito bonita, de traços muito bem feitos, olhos azuis e uma aparência bastante agradável. No entanto, sua beleza não chegava aos pés da de Hermione, para quem todos os homens olhavam e por quem todos eles se apaixonavam perdidamente. Mas era sempre assim, Lucinda já estava acostumada: quando Hermione estava por perto, ninguém se dava conta de que ela, Lucinda, existia. Ela vivia sempre à sombra da melhor amiga, embora nunca deixasse de amá-la por esse motivo, pois sabia que não era culpa dela.

E é claro que, quando Gregory põe os olhos em Hermione, seu coração não oferece qualquer resistência. Ele foi cativado de boa vontade. Só precisava se apresentar à moça, notar no olhar dela que a paixão também a tomara e, claro, planejar o casamento.

Só que, para a frustração de seus planos, não foi nada disso que aconteceu. Hermione, apesar de ter sido muito educada com ele, mal percebeu sua presença ou lhe deu atenção, o que fez com que ele tivesse de se contentar com a companhia de Lucinda.

Mas Gregory percebeu que Lucinda tinha seus encantos. Era divertida, inteligente e sabia conversar. Ele gostava de passar o tempo na companhia dela. E ela, por sua vez, percebia que ele também era um rapaz muito agradável e morria de pena dele, que era cada vez mais ignorado por Hermione.

E é aí que Lucinda tem uma ideia: ela resolve ajudá-lo com vários conselhos sobre a amiga, a fim de que ele consiga conquistar o coração da moça.

Com isso, eles passam cada vez mais tempo juntos, a amizade floresce e traz consigo uma revelação para a qual nenhum dos dois estava preparado.


Esse livro foi bastante aguardado por mim, pois eu queria muito saber como Julia Quinn finalizaria essa série tão divertida.

Gostei muito da leitura, mas confesso que, na minha opinião, este não é o melhor livro da série. Pra mim, o melhor foi o do Colin <3 e o mais divertido foi o da Hyacinth.

Mas a escrita cativante de Julia Quinn continua ali, bem reconhecível, assim como seu senso de humor no decorrer da narrativa.

Eu achei muito criativa a maneira que ela usou para apresentar Lucinda e Gregory um ao outro, fazendo com que se aproximassem e que Lucinda decidisse ajudá-lo a conquistar o coração da melhor amiga, mesmo estando apaixonada por ele. Retrata bem a ideia do amor verdadeiro.

A gradativa descoberta de um pelo outro foi muito bem construída e divertida, daquele tipo de interação que faz a gente rir sozinha e suspirar.  

Enfim, mesmo não sendo meu livro preferido dentre os outros, A caminho do altar com certeza terminou a série de maneira muito digna, nos presenteando com um romance muito bonitinho e divertido.


Eu definitivamente recomendo toda a série Os Bridgertons pra quem ainda não leu! 





Livros anteriores da série:


Série Os Instrumentos Mortais - Cassandra Clare




E aí, turma? Tudo bem?
Esta resenha será um pouco diferente. Aliás, o post de hoje traz, mais que uma resenha, as minhas impressões sobre a série Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare.
Eu resenhei os dois primeiros livros da série, mas como os últimos 4 livros eu só fui ler recentemente – um atrás do outro –, achei que ficaria muito cansativo ficar falando sobre a mesma série durante uma semana inteira, sem contar que chega um ponto em que é impossível falar dos livros sem dar grandes spoilers. Assim, preferi falar da série como um todo.

Clarissa Fray – Clary – é uma menina de 16 anos cujo sonho era entrar para a escola de artes, já que ela desenha muito bem. Seu único e melhor amigo se chama Simon e ele toca numa banda – que troca de nome quase todos os dias – com seus amigos.
Ela vive apenas com sua mãe – Jocelyn –, pois lhe contaram que seu pai morreu antes de ela nascer. Sua figura paterna é representada por Luke, um amigo de sua mãe que sempre esteve por perto.

Na noite de seu aniversário, Clary e Simon resolvem ir a uma boate para comemorar. Nessa boate, ela vê alguns jovens suspeitos, com o corpo coberto de marcas, atacarem um garoto e este se transformar num monstro horrível, e ela, apavorada, grita pedindo por ajuda. O problema é que ninguém mais além de dela pode ver qualquer coisa. Apenas Clary pode ver essas pessoas, o que faz com que ela volte correndo para casa, pois acha que está ficando maluca.

No dia seguinte, Jace – um dos jovens que Clary viu na boate – vai procurar por ela para tentar entender como ela podia vê-los, já que ela, supostamente, não deveria.

Clary acaba descobrindo que tudo o que ela ouviu sobre fadas, vampiros, lobisomens, anjos e demônios – e outros seres – é verdade e que aqueles jovens fazem parte de um grupo denominado Caçadores de Sombras, cuja função é manter o mundo das sombras nos trilhos para que os humanos não percebam a sua existência. E para que tudo a deixe ainda mais confusa, Clary fica sabendo que ela também é uma caçadora de sombras.

E aí começa a grande aventura de sua vida, descobrindo um mundo totalmente novo diante de seus olhos, descobrindo mais sobre si mesma e conhecendo pessoas incríveis que a ajudarão nessa jornada.



Eu li o primeiro livro da série, Cidade dos Ossos, em 2010, e gostei do livro, gostei muito da escrita, mas não me empolguei tanto porque não gostei muito de ter vários seres sobrenaturais juntos numa mesma história. Acabei lendo só o primeiro livro mesmo, sem me importar com os demais.

Porém, a cada lançamento de um livro da série, as pessoas elogiavam cada vez mais a história e Cassandra Clare só aumentava o número de fãs. Mesmo assim eu ainda resisti por mais algum tempo, até agora, quando Dama da Meia-noite, primeiro livro de uma nova trilogia, foi lançado. A história dessa trilogia se passa no mesmo mundo da série Os Instrumentos Mortais e eu, curiosa, acabei me rendendo e resolvendo dar uma segunda chance aos livros. E que bom que eu fiz isso.

A escrita de Cassandra Clare é tão forte e envolvente que eu simplesmente me apaixonei por seus livros. O mundo criado por ela foi muito bem construído, não há como negar. A começar pela origem dos Caçadores de Sombras, que são nefilins cuja missão é defender nosso mundo dos demônios que o invadem o tempo todo. Além de nefilins e demônios, temos outros seres sobrenaturais, cada um com sua espécie, estilo de vida e política, que tentam coexistir no mundo das sombras.

Os personagens são fantásticos. Apesar de ter me irritado muito com Clary e Simon nos primeiros livros, terminei a série com sentimentos satisfatórios a respeito dos dois. Jace e Magnus Bane são um show à parte. Jace é intenso, inteligente e sagaz. Ao mesmo tempo em que não mede esforços para proteger aqueles a quem ama, sempre tem o timing perfeito para a piada sarcástica.

Magnus é um feiticeiro que vive há mais de 400 anos, que já viajou o mundo todo e se considera um profundo conhecedor da natureza humana e dos habitantes do mundo das sombras também. Assim como Jace, o sarcasmo é uma característica marcante em sua personalidade e por trás da fachada do poderoso feiticeiro esconde-se alguém que faz tudo para ajudar e defender os seus amigos.

Há muitos outros personagens marcantes na série, mas esses dois arrebataram meu coração.
Termino este post reconhecendo que Cassandra Clare definitivamente me conquistou com sua escrita e com seu mundo fantástico e que foi muito difícil me despedir dos personagens no último livro, Cidade do Fogo Celestial.

Felizmente há ainda a trilogia As Peças Infernais; o livro As Crônicas de Bane, onde Magnus conta suas aventuras; uma série de contos intitulados Shadowhunter Academy e agora a trilogia Os Artifícios das Trevas, todas essas histórias ainda se passando no mesmo mundo. Estou muito ansiosa pra me jogar nessas novas aventuras. :)

Definitivamente eu recomendo os livros de Cassandra Clare!






  

Cidade das cinzas - Cassandra Clare

Título original: City of ashes
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Série: Os Instrumentos Mortais - livro 2
Páginas: 406



"-Todo mundo faz escolhas, e ninguém tem o direito de tirar essas escolhas de nós. Nem mesmo por amor.-Mas a questão é essa- disse Clary.- Quando você ama alguém, não tem escolha."



No nosso mundo, as pessoas acordam, vão para o trabalho ou para a escola, encontram os amigos, enfim... vivem suas vidas normalmente. No entanto, nem desconfiam de que, enquanto elas vivem tudo na normalidade, há muitas outras coisas que acontecem das quais eles nem desconfiam.

Além do nosso “mundo normal”, existe também o Submundo, que engloba todos os tipos de seres fantásticos que você pode – ou não – imaginar: lobisomens, fadas, vampiros, demônios, etc. E há, também, os nefilins – filhos de anjos com mulheres humanas –, chamados de Caçadores de Sombras, que são os que mantêm a ordem no Submundo, quase que como uma polícia sobrenatural.

ATENÇÃO: Se você não leu Cidade dos ossos, aconselho a não ler o restante da resenha, pois contém spoilers.

Em Cidade dos Ossos, Clary descobriu que é filha de Valentim, um poderoso ex-Caçador de Sombras que se voltou contra sua espécie e agora faz de tudo para acabar com a Clave, que é quem dita as regras que os Caçadores de Sombras devem seguir. Ou seja, o cara é o vilão master da história.

Como se isso não bastasse, ela também é informada de que aquele carinha sarcástico, meio arrogante, lindo e fofo-quando-quer, cujo nome é Jace, é seu irmão. O problema é que essa informação chegou tarde demais e agora eles estão apaixonados um pelo outro, embora tentem esconder isso – sem sucesso, devo dizer.

No primeiro livro, um dos instrumentos mortais foi roubado e agora está em posse de Valentim.  Agora, ele consegue roubar um segundo item desses instrumentos e tem a oportunidade de fazer um ritual para poder comandar uma infinidade de demônios.

Fora esse problemão, cada Caçador de Sombras tem sua guerra particular:
- Jace está sendo perseguido pela Inquisidora, que acredita que ele é um espião de Valentim e quer ajuda-lo a acabar com a Clave.
- Clary – que é chataaaa pra caramba – está às voltas com uma situação inesperada e muito ruim entre ela e Simon. Sem contar que ainda há o problema de sua mãe que está há dias no hospital, nunca acorda e os médicos não têm ideia do que fazer.
- Simon – outro menino chato pra caramba – entra numa fria e se dá conta de que aquele é um caminho sem volta; sua vida agora está totalmente transformada.
- Alec e Izzy têm que lidar com seus pais, que têm tomado decisões das quais eles discordam.

Enfim, lutar contra Valentim, recuperar os instrumentos mortais roubados, ajudar os amigos, resolver problemas pessoas... são muitos problemas para poucos Caçadores de Sombras.




“Nossa, San, jura que você ainda não leu/terminou essa série? Já é antiga!”, é o que você, caro leitor, me pergunta. E eu respondo: Não, eu ainda não terminei. Eu li Cidade dos Ossos logo que foi lançado, em 2010, e, na época, achei um livro ok, mas a história não me ganhou. E aí a série foi sendo publicada, os leitores foram se apaixonando cada vez mais e minha curiosidade foi aumentando. Então, aproveitando que Dama da meia-noite foi lançado e é uma história que se passa 5 anos depois que a história da série Os Instrumentos Mortais terminou, achei que já estava mais do que na hora de concluir essa pendência na minha vida, já que quero – e vou – ler esse livro novo.

Tenho que dizer que gostei mais deste segundo livro do que do primeiro – o que é um ótimo começo pra mim – e que estou irritadíssima com Clary e Simon. Gente, como esses dois são infantis! Não tenho paciência com eles, eu juro. No entanto, estou completamente apaixonada por Jace. Ele é rápido, sagaz, tem sempre um argumento pra tudo e umas tiradas que são só dele. Jace tem o timming certo da piada, entendem? É uma delícia quando a gente se depara com um personagem tão bem construído assim. Por causa dele eu consigo aguentar o casalzinho insuportável.

A história teve mais ação, mais coisas sobre a Clave e sobre Valentim foram reveladas e eu confesso que tenho bons pressentimentos a respeito do terceiro livro (que já comecei a ler). Veremos.

E como estou fazendo uma maratona de leitura de Os Intrumentos Mortais, aguardem uma chuva de resenhas sobre a série aqui por estes dias. :)

Sem mais delongas, afirmo que gostei da leitura. Que venha o terceiro!





Livro anterior:

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