My new crush gave to me - Shani Petroff






























Título: My new crush gave to me
Autora: Shani Petroff
Editora: Swoon Reads
Páginas: 224


" - Eu sei. Mas às vezes é bom aceitar alguns desafios. A cena da cidade fez uma foto maravilhosa, não há dúvidas. Mas há muitas outras coisas que o fazem também. E às vezes não são aquelas coisas do tipo o centro de tudo, mas as menos óbvias que são as melhores. Essas que te surpreendem." (tradução livre, minha mesmo... rsrs)


Em My new crush gave to me, a história começa com Charlie Donovan – nossa protagonista – recebendo o convite para o aniversário de Noelle Hawkins no dia 26 de Dezembro. Porém, o convite traz consigo vários problemas. Primeiro, apesar de ser um dia depois do Natal, o tema do aniversário seria Romance, onde cada convidado levaria seu par e sentaria a uma mesa para dois, enfeitada de dúzias das mais lindas e caras rosas. Segundo, no ano passado Charlie tinha um namorado – Ajay –, que acabou terminando com ela quando foi para a faculdade, o que nos leva ao terceiro problema: ela não tem um par para a festa, logo não poderá ir, pois ir sozinha não é uma opção. E o mais triste disso tudo é que Noelle realmente sabe como dar uma festa e Charlie não gostaria de perder essa, uma vez que sempre foi convidada para todas.

Morgan – melhor amiga de Charlie –, por sua vez, está animadíssima para a festa, mas ela não tem com o que se preocupar, uma vez que já namora Ira há 5 anos e eles estão muito bem, obrigada.

Teo estuda na mesma escola que elas, mas é um aluno sênior, já se preparando para a faculdade. Enquanto Charlie e Morgan conversam sobre a festa de Noelle, ele passa tão apressado por elas que acaba trombando em Charlie e derrubando todas as suas coisas. Sem jeito, ele pede mil desculpas, ajuda-a a pegar todo o material e sai correndo, pois está atrasado para um compromisso. E é aí que Charlie tem uma brilhante ideia.

Teo é um aluno responsável, tem tudo planejado para o seu futuro, faz várias matérias eletivas, serviços voluntários, é o melhor de sua classe, melhor do time de futebol, melhor da vida. Charlie, por sua vez, também é muito determinada e organizada, planeja cada hora do seu dia antecipadamente para que nada dê errado, é estudiosa e, em tese, o par perfeito para Teo. Como ela não tinha visto isso antes?

Assim, ela decide: Teo será seu novo namorado, porque ele é perfeito pra ela. Simples assim. Isto decidido, Charlie pede a Morgan para que a ajude a conquistar Teo, para que ela possa convidá-lo para a festa de Noelle e aparecer com o par perfeito na ocasião. Para isso, elas também contarão com a ajuda de J.D. – primo de Teo –, que Charlie não suporta, mas que aceitará tolerar porque o tempo é curto e ela precisa desesperadamente obter sucesso em sua conquista. Tudo isso acontecendo em meio às festividades de Natal dos personagens, o que deixa tudo com um clima muito mais gostoso.


Eu já disse aqui o quanto eu gosto de ler histórias de Natal na época do Natal? Acho que já, não me lembro. Mas eu amo! De verdade.

E este livro é a leitura mais perfeita para esta época do ano. Eu continuo amando um bom YA contemporâneo, desde que seja bem-escrito, o que é totalmente o caso de My new crush gave to me.

A leitura é leve e muito, muito divertida. Eu ri em vários momentos e dei verdadeiras gargalhadas na parte da cantata de Natal, quando dois personagens aparecem fantasiados para a ocasião. É muito engraçado!

A amizade entre Morgan e Charlie também é muito fofa. Elas se amam de verdade e fazem tudo uma pela outra. Os momentos delas são de encher o coração de ternura.

Teo é um garoto legal, mas um pouco focado em si mesmo, entendem?

E J.D., minha gente? Que garoto mais fofo é aquele? Sensível, companheiro, inteligente, engraçado. Ele é o garoto dos sonhos de qualquer menina.

Eu nunca havia lido nada de Shani Petroff antes, mas, depois deste livro, agora já quero ler os outros que ela escreveu. Sua escrita é deliciosa e ela sabe muito bem como contar uma boa história.

Se você, assim como eu, é fã de historinhas lindas/fofas/românticas de Natal, não pode deixar de ler este livro!

O único problema é que não tem uma versão brasileira, tem que ler em inglês mesmo, mas já aviso que a leitura é bem fácil.

Leiam, minha gente! Leiam! O livro é mais que recomendado! \o/





O presente do meu grande amor - Organizado por Stephanie Perkins





















Título original: My true love gave to me
Autores: Holly Black, Ally Carter, Matt de la Peña, Gayle Forman, Jenny Han, David Levithan, Kelly Link, Myra McEntire, Stephanie Perkins, Rainbow Rowell, Laini Taylor, Kiersten White
Editora: Intrínseca
Páginas: 352

“Natal tem a ver com novos começos..”

Particularmente, eu não sou uma grande fã de contos e antologias. Já gostei muito. Inclusive, na época da faculdade, li dezenas e dezenas de contos para as aulas e/ou por curiosidade mesmo. Mas hoje não mais.

Assim, quando comprei O presente do meu grande amor, levei mais de um ano para ler. E qual não foi minha surpresa, ao gostar muito do livro? Sim, porque não sou fã de contos, mas eu adoro o Natal e toda a magia/fantasia/misticismo/breguice/purpurina que permeiam o mês de Dezembro. Dessa maneira, fiquei muito feliz ao constatar que caí de amores pelo livro. Obviamente não amei todos os contos, mas gostei muito da maioria deles, e vou tentar falar um pouquinho de cada um aqui:

“Meias-noites”, de Rainbow Rowell. O conto descreve quatro noites de Ano Novo em diferentes anos: Mags e Noel se conhecem no primeiro e continuam se encontrando e tornando-se mais próximos nos anos seguintes. É bem aquele clima de romance entre melhores amigos e tão doce quanto se pode ser durante as festividades de Dezembro. Gostei muito desse primeiro!

“A dama e a raposa”, de Kelly Link. Todos os anos, na noite de Natal, a jovem Miranda é visitada por um desconhecido, sobre quem ela procura saber mais e, eventualmente, por quem acaba se apaixonando. Há um tom melancólico no conto, mas mesmo assim acho que vale a leitura. Não foi meu conto favorito, mas ainda posso afirmar que ele faz parte dos contos que gostei.

“Anjos na neve”, de Matt de la Peña. O calouro Shy Espinoza, primeiro membro de sua família a conseguir ir para a faculdade, está tendo um Natal escasso e solitário, até que ele conhece sua linda vizinha Haley. Esse é um dos contos mais fofos do livro e um dos meus preferidos também! O livro já vale só por causa dele.

“Encontre-me na Estrela-do-norte”, de Jenny Han. Neste conto, o Papai Noel tem uma filha humana adotiva chamada Natalie, que está perdidamente – e sem esperança – apaixonada por um elfo. O conto começa muito bonitinho e mágico, mas, na minha opinião, acaba bem bleh. Tenho que dizer, eu sou fã de Jenny Han e adoro todos os seus livros, sem exceção. Porém, sinceramente, acho que ela não foi feliz na escrita desse conto. Esse foi um dos que eu não gostei.

“É um milagre de Yule, Charlie Brown”, de Stephanie Perkins. Aqui conhecemos Marygold, uma chinesa filha de hippies, que quer comprar uma árvore de Natal, e North, o rapaz fofo que a vende a dita árvore para ela e despenca em sua vida da forma mais doce e fofa possível. Além de doce e fofo, o conto é bem engraçado, o que já deixa bem claro que esse também foi um dos meus favoritos. Amei a história desses dois! <3

“Papai Noel por um dia”, de David Levithan. Um rapaz judeu recebe um pedido que mais parece um desafio: fantasiar-se de Papai Noel e fazer uma surpresa para a irmã caçula de seu namorado. Vários obstáculos acontecem, mas o fim acaba satisfatório. Para o rapaz. Apesar de ter achado o máximo ter a história de um casal gay na antologia, achei bem sem graça a história. Não está na minha lista de Gostei.

“Krampuslauf”, de Holly Black. Neste conto, um garoto fantasiado de Krampus, o ajudante demoníaco do Papai Noel, muda o rumo da história toda. A história é similar ao “Anjos na neve”, mas com uma pitada de fantasia. Sinceramente, gostei muito mais de “Anjos na neve”. Não gostei muito deste conto, não.

“Que diabos você fez, Sophie Roth?”, de Gayle Forman. Sophie é uma garota de Nova York e caloura numa universidade no interior do país, onde todo mundo a acha um tanto fresca e garota-da-cidade-grande. As coisas começam a mudar quando ela conhece Russell, que não só é a única pessoa que a compreende, como também a ajuda a celebrar o Hanukkah mesmo na terra do Natal. É um romance inter-racial (Sophie é branca e Russell é negro), o que eu acho bem legal, e a história passa-se toda em uma noite. O conto é bem-humorado e alegre, eu gostei bastante!

“Baldes de cerveja e Menino Jesus”, de Myra McEntire. Neste conto, um adolescente de má reputação é obrigado a fazer parte da encenação de Natal da cidade como castigo por suas últimas práticas desastrosas. Isso o aproxima de Gracie, a filha de um pastor, que é a filha exemplar, sempre gentil e pronta a ajudar quem quer que seja. Este conto também é muito fofinho e engraçado, e traz aquela velha lição de moral de que o amor pode transformar tudo.

“Bem-vindo a Christmas, Califórnia”, de Kiersten White. Maria não vê a hora de deixar sua cidade natal chamada Christmas, na Califórnia, para se mudar para uma cidade “de verdade”. O problema para ela é que, como o próprio nome da cidade diz, é Natal. Todos os dias. O ano todo. A cidade tem decoração natalina fixa e o comércio é todo temático, o que atrai muitos turistas, mas está longe de ser divertido para Maria, que quer sair de lá o quanto antes. Até que um rapaz muito fofo e ótimo cozinheiro começa a trabalhar no restaurante de sua mãe. Rick é super doce, fofo e tem uma habilidade incrível: ele tem o dom de cozinhar a comida preferida de cada pessoa que entra no restaurante, sem saber nada a respeito delas. Dessa maneira, Rick mostra a Maria que pode, sim, haver beleza no Natal, mesmo ele durando o ano todo. Esse também é um conto muito fofo e um dos que eu mais gostei!  

“Estrela de Belém”, de Ally Carter. Uma garota solitária resolveu fugir de tudo e de todos e acaba trocando de passagens com uma outra menina que também não quer ir para onde precisa. Ao chegar ao seu destino, nossa fugitiva encontra-se no meio de uma família maravilhosa e muito receptiva, que acredita que ela seja a namorada de um dos garotos ali, e que, obviamente, ela e ele sabem que ela não é. Toda essa bagunça acontece durante as festas natalinas e ela precisa pensar rapidamente em como vai sair dessa enrascada. O conto é até bonitinho e tem aquele tom sentimental. Gostei, mas não está entre meus preferidos.

“A garota que despertou o sonhador”, de Laini Taylor. Esta é a única história não-contemporânea. Os nomes parecem irlandeses, a época em que se passa a história não é mencionada, mas é uma época antes de o Cristianismo ter se tornado a “religião padrão”. Neve é a protagonista e ela precisa lidar com os problemas de sua vida e os presentes estranhos que ela recebe nos 24 dias que antecedem o Natal, só descobrindo no fim quem é seu remetente e o motivo de ela ter recebido tais presentes. Sinceramente, bem chatinho. Não gostei.

Bem, estes são os contos contidos em O presente do meu grande amor. Apesar dos contos que mencionei não ter gostado, no geral eu amei o livro e fiquei encantada com tantos momentos lindos descritos no ali.

Se você gosta de Natal e de coisinhas fofas e adoráveis, O presente do meu grande amor é o livro perfeito para você ler nesta época! Recomendo muito!



Let it snow - John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle





























Título: Let it snow
Autores: John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle 
Editora: Speak
Páginas: 352


"Debbie precisou se levantar e me servir uma fatia grossa de bolo antes de responder. E digo grossa de verdade. Tipo o sétimo livro do Harry Potter. Eu conseguiria derrubar um assaltante com aquela fatia de bolo."


Let it snow é um livro formado por três contos diferentes, cujos personagens são (quase todos) bem interessantes. As histórias se entrelaçam de uma maneira muito bonitinha, embora cada uma delas possa ser lida de maneira independente e, mesmo que vejamos os personagens cruzando as histórias uns dos outros, é de uma maneira bem leve, até que todos terminem no mesmo lugar ao final do livro. Agora, falarei um pouquinho de cada conto:


“O expresso Jubileu”, de Maureen Johnson. Neste conto, conhecemos a jovem Jubileu, cujo Natal foi arruinado porque seus pais foram presos em razão de uma confusão de Natal. Por esse motivo, para que não fique sozinha, ela precisa pegar um trem para a Flórida, para ficar com seus avós até que seus pais saiam da cadeia. O problema é que, devido a uma nevasca, o trem é obrigado a parar no meio do caminho, numa cidade chamada Gracetown, e onde Jubileu descobre que tudo pode acontecer. Esse conto é uma gracinha e, dos três, o meu preferido!


“O milagre da torcida de natal”, de John Green. Tobin combinou com seus amigos que passariam a véspera de Natal fazendo uma maratona de filmes do James Bond, que todos adoram. Porém, um amigo lhe telefona e informa que a Waffle House onde ele trabalha está cheia de líderes de torcida e insiste que Tobin deve ir para lá imediatamente, o que ele faz sem pestanejar. Mas para chegar até a Waffle House, ele e seus amigos precisam atravessar a cidade no meio da neve, o que não torna as coisas muito fáceis. Apesar de esse ser o conto do John Green, que é um dos autores de quem mais gosto, é o conto que eu menos gostei dos três. Aliás, não gostei mesmo. Ponto.  Achei bem fraquinho.


“O santo padroeiro dos porcos”, de Lauren Myracle. Addie acabou de terminar com o namorado e está muito deprimida por causa disso. Como se não bastasse esse momento difícil, sua amiga Tegan a acusa de ser muito egoísta e de só pensar em si mesma. Para provar que isso não é verdade, Addie assume para si a responsabilidade de buscar para Tegan o miniporco que ela comprou num pet shop. O problema é que muitas coisas acontecem e saem do controle, o que deixa Addie com um problemas cada vez maiores. Esse conto também é muito engraçadinho e bonitinho, embora o de Maureen Johnson ainda continue sendo meu preferido.



Mesmo sendo apenas três contos e um deles sendo meio chato, Let it snow ainda é um livro fofo, com aquele clima de Natal que a gente tanto gosta nas histórias, e consegue nos tirar um belo sorriso do rosto no final. Recomendo!



Ps: Apesar de ter lido em inglês, o livro já foi lançado no Brasil com o nome de Deixe a neve cair, pela Editora Intrínseca. 



TAG: Natal Literário






















Boa tarde, turma, tudo bem?
Primeiramente, devo dizer que esta semana só haverá posts sobre livros cujas histórias se passam durante o Natal, porque sou derretida e amo esses livros. <3 Mas ao invés de começar esta semana com uma resenha, preferi trazer uma tag, já que faz muito tempo que não respondo uma aqui no blog. Esta foi criada pelo pessoal do Cabine Literária e eu achei bem legal. Vamos lá!


1.Cite um livro Natalino.


Bem, acho que My new crush gave to me não é um livro natalino, mas um livro cuja história se passa no Natal. É sobre uma adolescente chamada Charlie que resolve conquistar um dos garotos mais bonitos da escola até o dia 26 de Dezembro, quando acontecerá o memorável baile de aniversário de uma de suas amigas. O livro é muito, muito fofo, leve e divertido. Uma delícia para se ler nesta época do ano. Porém, ele não foi publicado aqui no Brasil, então precisa saber inglês para ler. Amanhã sai resenha dele aqui no blog. 

2.Cite um filme natalino que daria um ótimo livro!


Quem não amaria um livro do filme Love Actually (Simplesmente Amor no Brasil)?
Sim, eu sei que há um livro do roteiro do filme, mas não é a mesma coisa. Eu gostaria muito de ter lido um romance ou uma novela com essas histórias tão fofas. É o meu filme preferido de Natal, aliás. Se você ainda não conhece (o que eu acho muito pouco provável), aqui vai o trailer: 

3.Cite um livro que não é de natal, mas você acha que tem um clima natalino.

Para todos os garotos que já amei é o primeiro livro de uma trilogia muito, muito fofa! É sobre Lara Jean, uma adolescente de 16 anos que está descobrindo o primeiro amor. O Natal não é o foco do livro, mas a história se passa durante as festas de fim de ano. É muito lindinho! Eu já resenhei esse livro aqui no blog e, se você quiser ler a resenha, pode clicar aqui


4. Cite um livro que é muito importante para você, ao ponto de colocá-lo no lugar da estrela na árvore do Natal.

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen.
"Mas San, esse é um livro natalino?". Não, não é, mas quem liga? rsrsrs
Esse é um dos meus livros preferidos e um dos mais fofos que já li. Sua história obviamente não se passa no natal, mas pode ser lida em qualquer época do ano que continuará linda como sempre! Ainda não leu? Tem a resenha aqui


5. Categorize personagens literários para os seguintes cargos Natalinos:

- Papai Noel: receptivo, amoroso, que tem um coração gigante. Um personagem muito significativo - Dumbledore, da série Harry Potter. Alguém discorda? <3

- Renas: Personagens que sempre ajudam o principal, prestativos - Rony e Hermione, também de Harry Potter. Acho que não há amigos mais cúmplices e prestativos como esses dois. <3

- Duende: Muito trabalhador e perfeccionista: este vou ficar devendo, não consigo me lembrar de nenhum personagem assim.

- Boneco de Neve: Um personagem familiar, muito apegado as pessoas à sua volta, que simbolize união. - Lara Jean, de Para todos os garotos que já amei. Ela é muito ligada à família e faz tudo por eles. 

- Árvore: Um personagem chamativo e belo, que todos param para olhar. - Jace, da série Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare. Bem, pelo menos é assim que ele é descrito nos livros. 

6. Cite um personagem nada Natalino


Lorde Voldemort, de Harry Potter. Preciso dizer mais?


THE END



Bem, essa foi a tag, espero que tenham gostado.
Não vou indicar ninguém, mas sintam-se todos à vontade para responder também, e não deixem de me avisar para que eu possa ler as respostas de vocês.

Também espero que gostem dos livros natalinos que aparecerão no blog no decorrer desta semana. Todos eles são muito fofos e bonitinhos. 

Por enquanto é isso, turma!
Até mais! 





Um pai de cinema - Antonio Skármeta

Título original: Un padre de película
Autor: Antonio Skármeta
Editora: Record
Páginas: 112

"Não é que as palavras vagueiem incertas em torno de algo; o próprio mundo é incerto, as palavras são exatas." 


Em Um pai de cinema, conhecemos a história de Jacques, um jovem professor que mora na pequena aldeia de Contulmo, no Chile.

Apesar de já ter uma profissão – da qual gosta muito –, Jacques é bem jovem e teve sua vida marcada por uma coisa bem triste: no dia em que ele volta para a casa formado, para dar aulas para as crianças do seu povoado, ao sair do trem, ele encontra com seu pai, que está subindo. Naquele momento ele estava abandonando a Jacques e sua mãe, pois sentia falta da França e não aguentava mais morar ali. Depois desse dia, a mãe de Jacques nunca mais foi a mesma, sempre triste por ter sido abandonada pelo marido.

Convivendo com a tristeza da mãe e a sua própria, Jacques também tem descobertas a respeito de si mesmo pela frente, bem como o envolvimento profundo na vida de um aluno e de algumas outras pessoas que cruzam o seu caminho. E o livro ainda nos traz algumas revelações surpreendentes sobre a vida de nosso protagonista.

Mais que isso eu não posso contar.


Um pai de cinema é curtinho, tem apenas 112 páginas, e, por essa razão, apesar da escrita poética de Skármeta, não é uma história que preza pela profundidade, mesmo tratando sobre assuntos como a descoberta do amor e da sexualidade, os desafios do primeiro emprego e a vida monótona de uma pequena aldeia.

Foi produzido um filme sobre o livro, assinado por Selton Mello. Eu ainda não assisti, mas já vi muita gente dizendo que o filme ficou bem melhor e mais interessante que o livro e que, mesmo tendo várias coisas diferentes, a essência da trama foi mantida. Eu ainda não pude assistir para comparar, mas quero fazer isso em breve.

A leitura é leve e gostosa, mas desde o começo o leitor precisa saber que não encontrará nada em profundidade ali, com exceção  da escrita deliciosa e poética de Antonio Skármeta. 




Abaixo, o trailer do filme:




Sorteio de Natal






Boa tarde, turma, tudo bem?
Como foram de Black Friday, compraram muitos livros? Eu tenho que confessar que comprei vários, inclusive, outras edições de um mesmo livro. Sim, sou dessas... rsrs. E era nesse ponto que eu queria chegar. Eu já tinha a trilogia de O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, mas acabei comprando novamente, numa edição nova que eu queria há muito tempo. E como meu verbo regente ultimamente tem sido o desapegar, resolvi sortear aqui no blog a edição que eu já tinha. Não vou mentir, os livros já foram lidos por mim, mas apenas uma vez, e como eu cuido muito bem deles, estão novíssimos e em perfeito estado. Caso contrário, eu não sortearia, é lógico. 

Junto com a a trilogia de O Senhor dos Anéis, coloquei junto uma edição de O Hobbit com a capa do filme, esta, sim, novinha e ainda no plástico. Então, se você ainda não tem esses livros e gostaria de participar do sorteio, saiba que são estas belezinhas aqui que você pode receber em casa:



Mas não é só isso!
Tenho um segundo kit de livros para sortear, então agora vocês sabem que serão dois ganhadores neste sorteio. 
O segundo kit é formado pelos livros Criaturas e criadores, de Raphael Draccon e Carolina Munhoz, e O maravilhoso bistrô francês, de Nina George. Ambos os livros são novinhos, acabaram de chegar da editora. 


Junto com os kits, também enviarei alguns marcadores para os ganhadores. 

Então, recapitulando: Serão 2 kits e 2 ganhadores neste sorteio. O kit número 1 é formado pelos 3 livros da trilogia O Senhor dos anéis + O Hobbit.

O kit número 2 contém os livros Criaturas e criadores e O maravilhoso bistrô francês.

Vamos às regras:

1) Ser seguidor do  O Blog da San  (clique em PARTICIPAR DESTE SITE ao lado direito da página). É necessário ter uma conta de e-mail no Gmail para participar. Todo mundo tem. :) 

2) Ter um endereço de entrega no Brasil.

ATENÇÃOÉ obrigatório seguir o blog. Depois de preencher esse item no Rafflecopter, as demais opções são liberadas.

Você pode fazer o login com sua conta do Facebook ou preencher com seu nome e e-mail clicando em "use your name and e-mail".

Depois clique nos BOTÕES DO IT de cada opção para validar sua participação.

Vocês podem se inscrever para ambos os kits, sem problema nenhum.

As inscrições vão até dia 24/12/2017, e o resultado sairá no dia 25/12/2017, na página do blog no Facebook.

Boa sorte a todos!



Kit 1


a Rafflecopter giveaway


Kit 2

a Rafflecopter giveaway

Vulgo Grace - Margaret Atwood

Título original: Alias Grace
Autora: Margaret Atwood
Editora: Rocco
Páginas: 496

“Posso me lembrar do que disse quando fui presa, e o que o Sr. MacKenzie, o advogado, disse que eu deveria dizer, e o que eu não disse nem a ele; e o que eu disse no julgamento, e o que eu disse depois, que também foi diferente. E o que McDermott disse que eu disse, e o que os outros dizem que eu deveria ter dito, pois sempre há quem lhe forneça seus próprios discursos, e os coloque em sua boca por você também; e esse tipo é como os mágicos que podem projetar sua voz, nas feiras e espetáculos, e você é só o boneco de madeira deles. E foi assim no julgamento, quando eu estava na cadeira dos réus, mas bem poderia ser feita de pano, recheada, com a cabeça de louça; e eu estava trancada dentro daquela boneca que era eu mesma, e minha verdadeira voz não podia sair.”


Grace Marks foi uma notória mulher canadense na década de 1840 (e depois disso também), conhecida como uma célebre assassina. Na época, ela tinha apenas dezesseis anos e trabalhava como serviçal em casas de família.
Grace foi acusada de ter sido cúmplice no assassinato do Sr. Kennear, para quem trabalhava, e de Nancy Montgomery, governanta e amante do patrão. Num primeiro momento, ela foi sentenciada à morte por enforcamento, mas depois sua pena foi comutada para prisão perpétua na Penitenciária de Kingston.
O caso de Grace dividiu opiniões. Enquanto uns a odiavam e queriam que ela fosse de fato enforcada, outros acreditavam cegamente na sua inocência e faziam de tudo para tirá-la da cadeia, incluindo protestos e abaixo-assinados.
Isso acabou despertando a curiosidade do Dr. Jordan Simon, que passou a visitar Grace na penitenciária todos os dias, pedindo que ela lhe contasse toda a sua vida até o dia em que havia sido sentenciada, bem como sua passagem pelo manicômio depois disso.
Assim, ela começa a relatar ao médico, dia após dia, todos os detalhes e sofrimentos – que não foram poucos – de sua vida e como tudo isso colaborou para que ela se tornasse a pessoa que é hoje.
A intenção de Jordan era determinar se Grace estava louca na época dos assassinatos, já que ela alega não se lembrar de ter tido qualquer participação nas mortes em si, a não ser pelo fato de ter ajudado o assassino a carregar os corpos.

Afinal de contas, Grace Marks foi culpada ou inocente?
Não sei. Aliás, antes de continuar, devo informar-lhe, caro(a) leitor(a) de que, se você ainda não sabe, esta é uma história real. Ao recontar a história de Grace, Margaret Atwood não alterou nenhum dos fatos já conhecidos, apenas reescrevendo-os na forma de novela.
Continuando, eu ainda não consigo saber o quanto gostei do livro. Para eu me empolgar de verdade com uma leitura, eu preciso me apegar aos personagens, ter empatia por eles, o que não aconteceu com Grace. Não porque ela seja um personagem desinteressante, muito pelo contrário, mas porque ela não permite que nós, leitores, nos aproximemos.
Quem foi Grace Marks? Não sei. Ela não me permitiu conhecê-la. Sei de coisas que lhe aconteceram, de alguns de seus medos e até mesmo alguns de seus pensamentos e desejos. Mas consegui me aproximar dela através desses relatos? Não. Grace Marks só nos revela o que quer revelar, impondo limites sobre até onde podemos, de fato, nos aproximar de sua intimidade.
O livro está muitíssimo bem-escrito, foi o primeiro de Margaret Atwood que eu li e com certeza quero ler outros da autora, mas senti falta da conexão com os personagens – que, na verdade, foram pessoas reais.
Aí, terminando de ler o livro, fui assistir à minissérie em 6 capítulos produzida pela Netflix e, pra ser sincera, a série me ajudou a gostar um pouco mais da história. Apesar de algumas diferenças, posso dizer que a produção se manteve bem fiel ao livro, incluindo a maioria dos diálogos. Gostei bastante da minissérie e recomendo bastante. Ela me ajudou a me sentir um pouco mais próxima de Grace ao vê-la “em carne e osso”.







E, mesmo com a falta de conexão, recomendo a leitura do livro, uma vez que, como eu já disse, a escrita de Margaret Atwood é primorosa e envolvente.



Abaixo, o trailer da minissérie produzida pela Netflix.




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