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A mulher na cabine 10 - Ruth Ware

Título original: The woman in cabin 10
Autora: Ruth Ware
Editora: Rocco
Páginas: 320

"Apaguei a luz e me cobri, mas não dormi. Em vez disso, fiquei lá deitada de lado, observando o mar subindo e descendo num silencio estranho e hipnótico lá fora das paredes grossas e à prova de som. E pensei: há um assassino neste navio. E a única pessoa que sabe sou eu."


Laura Blacklock é jornalista e trabalha para uma famosa revista de viagens e mal pode esperar para juntar-se a alguns convidados muito importantes na primeira viagem de um luxuoso navio de cruzeiro chamado Aurora. Nessa viagem ela precisa avaliar o navio, suas acomodações e atrações, bem fazer algumas entrevistas. Ou seja, essa é chance que ela terá para provar seu valor como jornalista e ganhar uma promoção.

Porém, dois dias antes de ela embarcar nessa viagem, ela passa por duas experiências muito ruins: Primeiro, seu apartamento foi invadido, ela teve sua bolsa roubada e foi agredida pelo invasor. Depois, no dia seguinte, ela acabou se desentendendo com seu namorado e foi viajar sem saber em que pé ficaram as coisas entre eles.

Para ela, que sofre de ansiedade e precisa de remédios para controlar suas crises, a invasão de seu apartamento foi algo que a deixou bastante insegura e transtornada, mas mesmo assim ela quis seguir viajem e lá se foi rumo ao Aurora.

Já a bordo do navio, as coisas não são muito melhores. O navio é pequeno, com apenas dez cabines cujas proporções deixam muito a desejar. Mas como ela já estava ali e não queria perder a grande chance de ser promovida, Laura não desistiu. Enfrentaria a semana no navio e daria o máximo de si para fazer uma ótima matéria.

O problema era que com o estresse dos dois dias anteriores, mais o fato de ela estar tendo sérios problemas de insônia, Laura estava desesperada para deitar e tentar dormir, mas ela ainda não podia, pois logo haveria uma recepção para os passageiros, seguida de um jantar, e ela não poderia perder aquilo por nada. Assim, ao ouvir barulho na cabine 10, ao lado da sua, ela foi bater à porta da cabine. Se a ocupante fosse uma das mulheres a bordo, ela pediria um pouco de maquiagem emprestada para disfarçar o cansaço. Quem abriu a porta foi uma jovem muito bonita, de cabelo comprido e preto, vestindo uma camiseta do Pink Floyd. Mas, apesar de ser bonita, a moça estava mesmo era com uma cara de poucos amigos. Perguntou muito grosseiramente o que Laura queria e, quando ela disse, a moça foi buscar, entregou a ela e disse que não precisava devolver, fechando a porta em seguida.

Mais tarde, já reunida aos demais passageiros do navio no jantar, Laura nota que a moça que ela conheceu na cabine 10 não estava presente, o que ela achou muito estranho. Mas havia muitas pessoas influentes ali e Laura precisava dar um jeito de conhecê-las. Assim, para passar o sono, ela foi tomando uma taça de champanhe atrás da outra.

Ao final da noite, depois de fazer alguns contatos e conhecer algumas pessoas, Laura poderia finalmente deitar e tentar dormir. E sim, ela conseguiu, mas foi acordada na madrugada com o que parecia ter sido um grito. Depois há um barulho de algo pesado caindo na água, como se fosse um corpo, e o barulho vinha da cabine ao lado da sua, a cabine 10.

Desesperada, ela corre até a varanda de sua cabine para tentar ver o que está acontecendo, preocupada com a moça que conheceu mais cedo, mas ao sair, tudo o que Laura consegue ver é uma mancha de sangue. Ela então chama o segurança do navio e conta a ele tudo o que ouviu, mas quando o leva até a varanda para mostrar a mancha de sangue, não há nada ali, está tudo limpo. E, para piorar, o segurança lhe informa que nunca houve ninguém na cabine 10, ela estava vazia. E quando Laura pede para ver o interior da cabine, depara-se com o local realmente vazio e sem ninguém.

Conversando com Laura, o segurança comenta sobre o tanto que ela bebeu durante a festa e sugere que, talvez, ela tivesse tido apenas imaginado tudo aquilo por causa da bebida, ou então sonhado. Num primeiro momento ela fica muito brava e garante que não, que ela ouviu tudo, sim, e que viu sangue na varanda da cabine ao lado. Mas depois, com o passar do tempo, ela mesma se pergunta se realmente tinha testemunhado aqueles acontecimentos.

E agora? Laura realmente viu sangue na cabine ao lado e ouviu um corpo sendo jogado ao mar, ou foi apenas sua imaginação com um leve toque de bebedeira?
Bem, vocês vão ter que ler para descobrir.




Quando li a sinopse do livro, achei muito interessante e fiquei com muita vontade de ler, pois adoro livros de suspense. Mas, infelizmente, acabei me decepcionando.

Os personagens são rasos, nenhum deles traz uma bagagem, uma história de vida interessante, nada disso. São descritos de maneira bem breve e é apenas com isso que devemos contar.

A investigação que Laura faz por conta no navio é muito malfeita e quase sempre leva a lugar nenhum, mas, mesmo assim, do nada aparecem recados contendo ameaças pra ela onde ela está, mas ninguém nunca vê quem escreveu.

Eu não consegui me conectar com ela em nenhum momento. Além de ser uma protagonista rasa e sem graça, ela é paranoica demais, sempre exagerando terrivelmente a gravidade da coisa. Mas esse exagero não vem apenas dela, mas também da autora em outras situações que não precisavam de tanto, sabem?

E o final, pelo menos pra mim, foi bem previsível. Eu consegui saber bem antes o que estava acontecendo ali.

Então, pelo menos na minha opinião, a promessa de “um thriller de tirar o fôlego” que vem na contracapa é completamente frustrada. A Mulher na Cabine 10 é um livro raso e mal escrito. Mas quero deixar bem claro aqui que é apenas a minha opinião. Eu já li outras resenhas sobre esse mesmo livro e elas foram bem elogiosas.  Mas para mim infelizmente não foi.




Mistério em Chalk Hill - Susanne Goga

Título original: Der verbotene Fluss
Autora: Susanne Goga
Editora: Jangada
Páginas: 424

"- O que há com você, Emily? Ainda está pensando na noite em que teve o pesadelo?Ela olhou para Charlotte como se estivesse voltando de uma viagem, cujas imagens ainda guardava.- De que pesadelos está falando?- Você sabe. - Charlotte puxou a cadeira para perto da carteira de Emily e se sentou a seu lado. - Quando sentiu medo e falou da sua mãe. - Não foi um sonho.  - Disse Emily em voz baixa, olhando de novo para a janela. - Ela estava aqui. "


Charlotte Pauly é uma preceptora alemã que, depois de um grande escândalo (não que eu tenha achado grande nem escândalo, mas é o que o livro diz), sente-se obrigada a deixar Berlim e ir para a Inglaterra. Por sorte, antes de partir ela fez um anúncio nos jornais londrinos e fora contratada de pronto, pois seu currículo era impecável. Assim, ao chegar à Inglaterra, ela segue para a mansão Chalk Hill, na parte rural de Londres, rumo ao seu novo emprego.

Chegando à mansão, ela percebe logo de cara que, com exceção do cavalariço que fora buscá-la na estação de trem, os criados – principalmente a governanta e Nora, a babá da menina que Pauly irá ensinar – não são muito receptivos à sua chegada. Aliás, seu próprio patrão, Sir Andrew, não é um exemplo de educação e simpatia. (Diz-se que sua hostilidade se deve ao fato de ele ter perdido sua jovem esposa recentemente, mas eu acredito que ele sempre foi chato e mal-educado assim mesmo.)

A filha de Sir Andrew, Emily, tem 8 anos e é a ela que Pauly irá dar várias aulas durante o dia. Emily é uma menina muito doce e sedenta por conhecimento. Se interessa muito pelas aulas de Pauly e faz muitas perguntas, mas, de vez em quando, essa menina tão doce e estudiosa dá lugar a uma Emily completamente diferente, cansada e distraída.

Com o passar do tempo, Pauly descobre (sozinha mesmo, porque ninguém conta nada a ela naquela casa) que Emily vem tendo pesadelos com a mãe. Bem, isso é o que Nora, a babá, e seu pai dizem, porque, segundo a própria Emily, o que acontece à noite é que ela é visitada pela própria mãe, que promete vir buscá-la logo.

Os dias vão passando e os pesadelos – ou visitas da mãe – tornam-se cada vez mais frequentes e mais assustadores, o que obriga Pauly a começar sua própria investigação, uma vez que todos são proibidos de tocar no assunto na mansão.

Quando uma coisa grave acontece, Sir percebe que não é mais possível fazer de conta que sua filha tem problemas e que realmente se faz necessário que ele peça ajuda profissional.
Preocupado e sem saber o que fazer, ele acaba indo até a famosa Society for Psychical Research, procurando alguém que possa ajudá-lo a descobrir qual o problema de Emily e se ela realmente vê espíritos.

O escolhido para essa empreitada é o jornalista Tom Ashdown (que, por algum motivo, eu só consigo imaginar com o rosto do John Cusak).

Tom é um excelente jornalista e já participa da Sociedade há bastante tempo. No entanto, essa é a primeira vez que ele é enviado para investigar um caso psíquico – ou não – , o que o deixa um pouco nervoso.

Junto com Pauly, ele tentará descobrir o que vem acontecendo em Chalk Hill para deixar Emily tão atormentada.


Eu ainda não consigo saber se gostei ou não do livro. Terminei a leitura, dei 3 estrelas no Skoob, mas ainda não consegui definir meus sentimentos a respeito de Mistério em Chalk Hill.

Quando pegamos o livro, logo na contracapa, já somos informados de que Susanne Goga inspirou-se no romance Jane Eyre, de Charlote Brontë, e na novela A volta do parafuso, de Henry James.

No entanto, mesmo se eu não tivesse sabido disso antes, com certeza teria percebido no decorrer da leitura.

Jane Eyre é um dos meus livros preferidos, então sempre está muito fresco na minha memória. A volta do parafuso é outra trama da qual ainda não consegui descobrir se gosto. Aliás, fiz a resenha recentemente sobre a novela.

Então, para mim, que já conhecia ambas as histórias, não houve surpresa nenhuma. Logo de cara eu já sabia a resposta do segredo em torno da morte da mãe de Emily.

Talvez, se eu não tivesse lido nenhum dos dois livros antes, a trama de terror/suspense se tornasse um pouco mais interessante pra mim.

A escrita de Susanne Goga é boa, não posso dizer que não é. Os personagens são bem construídos e o leitor consegue se conectar a eles. Apenas Nora, a babá, permanece uma incógnita pra mim, pois ainda não consegui concluir se ela é sonsa ou se é doida mesmo.

Mistério em Chalk Hill não é um livro ruim. No entanto, acredito que quem não leu Jane Eyre e A volta do parafuso, vai gostar bem mais do que quem já leu.



Sangue Inocente - James Rollins e Rebecca Cantrell

Título original: Innocent blood
Autores: James Rollins e Rebecca Cantrell
Editora: Rocco
Trilogia: A ordem dos Sanguíneos - livro 2
Páginas: 464


"Uma grande Guerra dos Céus se aproxima. Para que as forças do bem prevaleçam, uma Arma deve ser forjada com este Evangelho escrito com meu próprio sangue. O trio da profecia deve levar o livro ao Primeiro Anjo para que ele dê a sua bênção. Só assim eles poderão garantir a salvação para o mundo."


No primeiro livro, o Guerreiro do Homem, a Mulher de Saber e o Cavaleiro de Cristo conseguiram encontrar o evangelho de sangue. No entanto, para que possam abri-lo e conhecer os seus mistérios, eles agora precisam sair em uma nova busca.

Neste segundo livro, nossos heróis deverão empreender uma nova caçada, buscando agora a única chave que pode abrir o evangelho: o Primeiro Anjo. Enquanto decifram enigmas e correm o mundo em sua busca, eles serão perseguidos pelas terríveis criaturas da noite e três outros novos personagens que, somados, são muito mais assustadores do que todos os strigoi juntos.

Os eventos deste livro acontecem em meados de Dezembro, dois meses depois da aventura de O Evangelho de Sangue. E com o aniversário do nascimento de Cristo se aproximando, o tempo para que nossos heróis consigam impedir o Armagedom está se esgotando.


Se eu contar mais do que isso, acabarei por dar spoilers deste livro e do primeiro. Assim, prefiro apenas deixar minhas impressões sobre esta nova – e fantástica – aventura do nosso querido trio diferentão.

Apesar do clima de fantasia na trama misturando anjos, vampiros, monstros, padres guerreiros e seres imortais, os autores, com grande habilidade, conseguem trazer todos esses seres fantásticos e inseri-los na nossa realidade como se fosse a coisa mais normal do mundo, transformando toda essa mistura numa história completamente verossímil.

Jordan e Erin, nossos heróis humanos, embora tenham um toque de algo mais, são personagens completamente críveis, e sua determinação em compreender esse mundo alternativo para o qual foram arrastados faz com que nós, leitores, queiramos fazer o mesmo, bem naquela vibe I WANT TO BELIEVE.

Igualmente importante, é a maneira com a qual os personagens, independentemente de serem bons ou maus, acrescentam suas complexas motivações e inspirações a este segundo livro tão carregado de emoção. Principalmente no que se refere a Elizabeta e Judas, dois dos mais fascinantes personagens da série.

Ela acabou por se tornar um monstro, justamente porque tudo o que ela sofreu foi monstruoso demais. Primeiro, transformada numa terrível criatura contra a sua vontade. Depois, atirada milhares de anos à frente de seu tempo, onde, sem entendimento nenhum a respeito das modernidades deste século, ela se encontra perdida e percebendo-se mais amaldiçoada do que nunca.

Judas é uma pobre vítima de seu destino que, perdido em meio à loucura e a maldição da imortalidade, não consegue entender o seu verdadeiro papel na profecia e planeja desgraçar o mundo e tudo o que há nele.

Nós também temos a oportunidade de saber um pouco mais sobre os padres Sanguinistas, que são sempre um misto de gentileza e terror.  

Por fim, Sangue Inocente é um suspense sobrenatural e místico que nos dá aquele gelinho na barriga enquanto seguimos com a leitura. A ação está sempre presente, principalmente nas viagens pelo mundo que, aliás, são lindamente descritas. Mistérios e reviravoltas são outros ingredientes encontrados por toda a parte da história.

A escrita é fantástica e isso me surpreende muito, já que um livro escrito a quatro mãos nem sempre consegue ser tão bom. Eu me sinto cada vez mais propensa a procurar por outros livros escritos por esses autores.

Continuo recomendando a leitura desses livros!




Abaixo, o trailer do 2º livro da trilogia.




Livros da trilogia:

1. O evangelho de sangue
2. Sangue inocente
3. Sangue infernal

O evangelho de sangue - James Rollins e Rebecca Cantrell

Título original: The blood gospel
Autores: James Rollins e Rebecca Cantrell
Editora: Rocco
Trilogia: A ordem dos Sanguíneos - livro 1
Páginas: 480


"Rhun se levantou de repente, sentando-se ereto. Os olhos dele abarcaram os dois. O padre se virou, olhando fixamente para a escuridão. Suas narinas inflaram, como se estivesse farejando o ar. Ele falou de novo, com aquela voz assustadora:- Alguma coisa está por perto. Algo terrível. O coração dela lhe saltou para a garganta, fazendo-a se calar sufocada. Jordan deu voz ao seu terror.- Mais strigoi?- Existem coisas piores que strigoi."


E se o Vaticano tivesse sido construído em cima de um cemitério maldito? E se o massacre dos inocentes, ordenado por Herodes, tivesse realmente acontecido? E se São Pedro, a pedra fundamental da igreja, fosse um herói do tipo dos filmes de ação?

O livro começa no prólogo, com um flashback mostrando uma situação ocorrida em Massada, Israel, no ano 74 d.C..
Milhares de anos depois, nos dias atuais, a história começa com a arqueóloga Dra. Erin Granger, que está em Cesaréia numa escavação com seus assistentes, sendo chamada para verificar uma tumba recentemente revelada depois de um terremoto ocorrido em Massada.
Como seu acompanhante de viagem, ela tem o misterioso padre Rhun Korza. Um homem sério e de poucas palavras.
Quando chegam ao seu destino, os dois se encontram com o corajoso sargento Jordan Stone, que entra aí para completar o nosso trio de heróis.
Ao verificarem a misteriosa tumba, os três descobrem o corpo crucificado de uma menina mumificada e percebem a falta de um objeto que, segundo padre Korza, seria o evangelho escrito por Cristo com seu próprio sangue, contendo os segredos de Sua divindade, conhecido como o evangelho de sangue.
O trio ainda debatia a veracidade dessa informação quando, de repente, são atacados por estranhas figuras enviadas ali para matá-los.
Depois de sobreviverem ao ataque e a terríveis explosões, Korza, Erin e Jordan seguem para Jerusalém, para encontrarem-se com o cardeal Bernard e descobrirem o que realmente está acontecendo.
Durante a conversa com o cardeal, é revelado ao trio um grande segredo: eles são, na verdade, as três pessoas escolhidas, destinadas a encontrar o evangelho: a Mulher de Saber, o Guerreiro do Homem e o Cavaleiro de Cristo. E para recuperar o evangelho, eles teriam de enfrentar perigos mortais e tenebrosos seres, vivendo uma incrível aventura cheia de perseguições que os levaria a passar por lugares como Alemanha, Rússia e Roma, e os faria questionar tudo aquilo em que aprenderam a acreditar.


São tantas coisas a dizer sobre esse livro, que eu preferi escrever uma resenha mais sucinta para não deixar escapar nenhum spoiler.
Quando pedi o livro, eu esperava uma história totalmente diferente. Sim, ainda envolvendo temas bíblicos e apocalípticos, mas que, na minha cabeça, se desenvolveria de outra maneira. Para minha felicidade, isso não aconteceu.
Verdade seja dita, tenho que dizer que as primeiras 150 páginas foram bem chatas. Havia muitas coisas acontecendo, mas ninguém explicava o porquê de nada, os questionamentos e mistérios só aumentavam e eu fui ficando cada vez mais perdida. Quase abandonei o livro.
Mas aí a luz se fez e eu comecei a entender os mistérios todos e fui muito surpreendida ao perceber que, nesta trama, eu me depararia com vampiros, ou, melhor dizendo, com strigoi (almas atormentadas dos mortos que saem dos túmulos, ou, ainda, pessoas vivas cuja característica, dentre outras, é a tendência para escoar a vitalidade das vítimas através da drenagem de seu sangue; os strigoi são também conhecidos como vampiros imortais.).

Strigoi

Eu, que ando bem enjoada de vampiros, tinha tudo para detestar a adição desse elemento à trama, mas tenho que admitir que a história foi tão bem escrita que os strigoi serviram para enriquecê-la e dar o ar sombrio necessário aos acontecimentos.

Nunca li nada dos autores antes deste livro – que é o primeiro de uma trilogia –, mas se seus outros livros são tão bem-escritos quanto este, eu certamente vou querer ler!

Mesclando mitologia, fatos históricos, ciência e religião, James Rollins e Rebecca Cantrell escreveram este suspense incrível, cheio de ação e de grandes aventuras. 

Quem gosta desse tipo de livro, certamente não pode perder a oportunidade de ler.

Recomendo muito!




Abaixo, o book trailer do livro:



Livros da trilogia:

1. O evangelho de sangue
2. Sangue inocente
3. Sangue infernal


Anna vestida de sangue - Kendare Blake

Título original: Anna dressed in blood
Autora: Kendare Blake
Editora: Verus
Duologia: livro 1
Páginas: 252
Gênero: YA/Suspense


"Ela não é um fantasma de andar arrastado, muito puto por ter sido assassinado. Ela é a própria morte, pavorosa e absurda, e, mesmo quando está vestida de sangue e veias, não consigo parar de olhar para ela." 

"O que ela se tornou desde que morreu? Que poder encontrou, que raiva acumulou, que lhe permitiu ser mais que apenas um espectro e se tornar um demônio de vingança?"



Theseus Cassio Lowood – Cas para os íntimos – é um garoto de 17 anos que herdou a estranha vocação de seu pai já falecido (na função, é claro). Desde os 14 anos, Cas é um caçador de fantasmas e sua missão é percorrer o mundo caçando e matando – pela segunda vez – os fantasmas vingativos e violentos, que andam fazendo vítimas por aí. (Isso é um ‘negócio de família’, como diriam os Winchester em Supernatural.) Para isso, Cas conta com o seu athame, um punhal mágico e muito especial, que é a única arma que pode matar fantasmas.
Sua vida é essa: mudar-se com sua mãe (uma bruxa wicca muito gente boa) para uma cidade, caçar o fantasma problemático ali e seguir para a próxima cidade, pois ele tem um tipo de checklist a cumprir.
Depois de matar o fantasma do caronista, Cas, sua mãe e seu gato se mudam para Thunder Bay, Ontario, onde ele precisa caçar um fantasma muito vingativo e perigoso: Anna Vestida de Sangue. Anna é o fantasma de uma adolescente que foi morta nos anos 50 e ninguém conseguiu descobrir quem era o assassino. Somente o que se sabe é que quem entra em sua casa, nunca mais sai, pois ela mata todos sem dó nem piedade.
E é na cidade de Thunder Bay que Cas vai descobrir – com a ajuda de seus novos amigos, Tom e Carmel – muitas coisas sobre si mesmo, sobre Anna e sobre o fantasma que assassinou seu pai.
 
É, minha gente, a vida pode ser difícil para um garoto que mata – de novo – fantasmas. 

Eu não sabia o que esperar quando comecei a ler o livro, mas tive uma grata surpresa e posso dizer que adorei a história!

Cas só mata os fantasmas assassinos. Os que são tranquilos não cruzam seu caminho. 
Ele recebe as pistas de antigos contatos de seu pai, que sempre têm um fantasma assassino para indicar pra ele em algum lugar do mundo. E é claro que ele vai checar a história. 

Acho muito bonito o cuidado que sua mãe tem com ele. Ela não gosta do que ele faz – pois foi assim que perdeu o homem a quem amava –, mas entende que é o legado do filho e respeita isso. 

Outra coisa que achei bem legal, é que cada fantasma tem sua história e ela é contada ao leitor. 

E aí temos Anna. A pobre adolescente que foi assassinada e, por não conseguir viver em paz, não consegue refrear a necessidade de matar/estripar/desmembrar brutalmente qualquer pessoa que entre na casa.

Meus queridos, eu não sou uma pessoa facilmente impressionável, mas, em contrapartida, sofro de um caso muito grave de imaginação fértil. Assim, quando as cenas de assassinatos são descritas no livro, eu realmente vejo e sinto algum desconforto, admito. Mas quando chegamos ao porão, minha gente... quando chegamos ao porão... eu confesso que me bateu uma agonia das grandes. Ahahahahaha. Sério.

Os personagens são ótimos, cada um à sua maneira. A mãe de Cas é um amor. Tom é aquele amigo carente, mas de quem a gente simplesmente não consegue ficar longe porque é fofo demais. O próprio Cas, apesar de bancar o fodão algumas vezes, é um garoto maduro e bem pé no chão, focado em se trabalho e na ideia de vingar a morte de seu pai.
Um personagem que me surpreendeu muito foi Carmel. Ela é a típica garota popular – e loira, claro – da escola, que manda em todo mundo; a rainha do baile. No entanto, no decorrer da escola essa menina nos surpreende com a força que tem e mostra que não é apenas um rostinho bonito. Meus aplausos para Carmel!
Enfim, Anna Vestida de Sangue não é um livro absurdamente terrível, é um YA de suspense muito bem-escrito na minha opinião, e eu recomendo muito a todo mundo que gosta desse tipo de leitura.
Mal posso esperar pelo segundo livro - Girl of Nightmare.
Adorei!


  

No seu olhar - Nicholas Sparks

Título original: See me
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Gênero: Suspense/romance
Páginas: 432

"Pendurando a bolsa no ombro, pegou sua pasta e foi para a porta, com os olhos baixando para o capacho. Demorou um momento para processar o que via, antes que a respiração se prendesse na garganta.  Uma rosa murcha. com as pétalas ficando pretas, junto com um bilhete.  'Você vai saber qual é a sensação'.  Quase como se estivesse sonhando, seus pés permaneceram estagnados na soleira, porque ela sabia que haveria mais. No corrimão perto da escada estava outra rosa apodrecida, encurvada sobre o peso de mais um cartão. Forçando os pés a se mover adiante, ela passou por cima da flor no capacho e chegou perto para ler.  'Por que você a odiava?'"



Maria Sanchez tem 28 anos e é filha de imigrantes mexicanos que a ensinaram, desde muito cedo, o valor do trabalho. Hoje eles são donos de um dos melhores restaurantes de comida mexicana da cidade de Willmington.

Seus pais sempre procuraram ensinar seus valores a Maria e sua irmã mais nova, Serena, mostrando o real sentido de uma família. O cuidado que eles têm um com o outro é muito bonito.

Mas Maria não quis trabalhar com seus pais. Antes, preferiu se formar e seguir a carreira de advogada, na qual vinha se saindo muito bem. No entanto, sua vida estava longe de ser interessante. Depois de algumas decepções amorosas, ela desistiu de tentar encontrar o amor. Não sai mais para se divertir, não sai com amigos. Vive apenas para o trabalho e mais nada.

Colin Hancock tem 28 anos e é o que muitos julgam ser um caso perdido. Tudo começou na sua infância. Ele era uma criança com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e seus pais, ao invés de procurarem ajuda especializada, preferiram ignorar o garoto e fazer de conta que ele não existia, dando a atenção deles apenas para as irmãs perfeitinhas de Colin.

Como nunca teve o auxílio de que precisava, Colin acabou se tornando uma criança problema, um adolescente pior ainda e um adulto que tinha problemas para controlar a raiva. Ele já havia passado pela cadeia muitas vezes, várias clínicas, mas nunca nenhuma dessas coisas surtiram algum efeito.

Mas agora Colin quer ser uma nova pessoa e deixar seu passado conturbado para trás. Para isso, ele conta com a ajuda de seu melhor amigo e sua noiva – Evan e Lily. Ambos são pessoas maravilhosas e fazem tudo para ajudar Colin a reconstruir sua vida. A amizade entre os três é uma coisa muito linda de se ver.

Numa noite chuvosa, o carro de Maria tem um problema e ela se vê parada no meio de uma estrada escura e deserta. Colin, que acabara de participar de uma luta de MMA e estava com o rosto acabado, estava a caminho de casa quando vê que havia uma moça precisando de ajuda. Ele desce do carro e vai oferecer seus serviços a Maria, que só faltou sair correndo de tanto medo que ela sentiu dele.

Mesmo assim, ele a ajudou e depois seguiu para casa. Eles nunca haviam se visto antes, mas depois dessa noite, o universo – com uma pequena mãozinha de Serena – começa a conspirar para que eles se encontrem quando menos esperam.

Colin é um bad boy – de passado terrível e que tem sérios problemas com a lei e com seu comportamento – que está tentando mudar. Maria é a advogada que manda para cadeia caras como Colin o tempo todo. Eles não poderiam ser mais diferentes um do outro, mas o destino parece acreditar que, mesmo sendo de mundos tão diferentes, esses dois têm uma bonita história para viver.

Ao mesmo tempo em que acompanhamos o desenvolvimento do relacionamento entre Maria e Colin, ficamos sabendo de uma coisa muito estranha. Maria começa a receber várias ameaças em casa e no trabalho, e tudo leva a crer que isso tem a ver com um caso em que ela trabalhou no passado e que a deixou traumatizada. Será que esse passado está retornando para atormentá-la novamente?


No seu olhar é o primeiro suspense romântico de Nicholas Sparks que eu leio. O foco da trama é o suspense, mas também temos um romance doce, que se desenvolve bem devagar e proporciona um crescimento pessoal bem grande para ambos os protagonistas.

A trama foge bem da já tão conhecida fórmula de romance de Sparks. A parte do suspense é bem construída e o mistério nos envolve bastante. Os personagens secundários são essenciais à história e contribuem de uma forma muito positiva.

Colin não é o típico bad boy arrogante, que não está nem aí com nada. Ele tem ciência de que fez escolhas erradas e muito tristes no seu passado e está disposto a fazer qualquer coisa para mudar. Tanto que, com a ajuda e o incentivo de seus amigos, ele agora entrou para a faculdade e se dedica 100% aos estudos, pois seu sonho é ser professor e trabalhar com crianças que sofrem de TDAH. Achei isso muito lindo.

Maria tem muitos problemas de autoestima e de confiança, principalmente depois do trauma que sofreu num dos casos em que trabalhou. Por esse motivo, a aproximação dos dois acontece bem aos poucos, o que eu também achei muito legal, pois ambos estão muito inseguros a respeito do que está acontecendo entre eles, mas querem estar presentes da vida um do outro.

Enfim, termino dizendo que Nicholas foi bem feliz neste seu romance. Espero que ele se empolgue e escreva outros livros nessa mesma linha de suspense.


Sem dúvida, No seu olhar é um livro que eu recomendo muito!



As gêmeas do gelo - S.K. Tremayne

Título original: The ice twins
Autor: S.K. Tremayne 
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 362



-Eu sou Kirstie. - Eu sou Lydia. - Eu sou confiante e agitada. - Eu sou pensativa e calma. - Eu sobrevivi - Eu morri. - Ou será que fui eu?



Sarah e Angus Moorcroft, eram um casal lindo e invejado, com sua vida aparentemente perfeita e duas filhas gêmeas idênticas, que todo mundo parava pra olhar na rua, de tão lindas que eram. Lydia e Kristie eram tão idênticas que Sarah e Angus eram obrigados a vesti-las com cores e acessórios diferentes para que pudessem distinguir uma da outra. 

A personalidade era outra coisa que diferia muito entre uma e outra. Enquanto Lydia, a preferida da mãe, era mais doce e calma, Kirstie – sim, a preferida do pai – era mais elétrica. Mas apesar das diferenças, as gêmeas eram muito, muito unidas e, aos 7 anos, mesmo com todas as táticas dos pais para diferenciá-las, às vezes eles não sabiam dizer quem era quem.

Era muito comum uma terminar a frase da outra ou, mesmo estando em cômodos diferentes da casa, sem uma saber o que a outra fazia, elas começavam a rir no mesmo instante, do mesmo jeito. Elas tinham tantas peculiaridades e uma comunicação tão particular que, às vezes, chegavam a assustar seus pais.

A história do livro começa quando completa um ano que Lydia caiu da varanda da casa dos pais de Sarah e acabou morrendo. Sarah está muito depressiva, não consegue dar muita atenção a Kirstie nem a Angus. Ela toma muitos remédios e não tem muito ânimo para fazer as coisas.

Angus também está distante da esposa e tem que fazer certo esforço para dar atenção à filha. Ele faz tudo pra ficar mais tempo distante de casa e das duas. Tornou-se alcoólatra e perdeu o emprego por isso. Ele herdou de sua falecida avó uma ilha que é distante de tudo, com uma casa caindo aos pedaços, na região da Escócia, e a esperança da família é que as coisas melhorem quando mudarem pra lá – o que será em breve.

Kirstie está traumatizada e vem tendo um comportamento bem estranho, que só faz aumentar a tensão entre seus pais. Ela ainda está traumatizada e parece estar com um certo transtorno de personalidade, ora se comportando como Kirstie, ora como Lydia, sem contar o fato de que ela jura que conversa e interage com a irmã morta. O problema é que isso começa a se agravar e seus pais não sabem como lidar com isso, tanto que chegam até a ficar em dúvida e a verdade é que agora eles não têm ideia de qual filha de fato morreu naquele dia.


Gente... nem sei como começar a falar desse livro.
Assim, a premissa é ótima. Tem tudo pra ser um thriller psicológico muito bom. Só que aí entra o elemento sobrenatural na história. “Ok, eu consigo lidar com isso e acho que até pode dar um toque mais assustador à trama” – foi o que eu pensei.

Ledo engano.
Eu não sei o que o autor quis fazer nessa trama e duvido de que ele mesmo soubesse. Marido e mulher se odeiam e se acusam, mas a gente não tem ideia do motivo e termina o livro sem saber. A mãe, que parece apenas deprimida no começo, parece ter problemas bem mais sérios. A menina, coitada, com todo aquele transtorno de personalidade, ficando violenta e sendo possivelmente assombrada, não tem nenhum tipo de cuidado ou atenção dos pais. Qual seria a reação normal? O pai ou a mãe procurar por um especialista pra cuidar da menina, ir à escola e conversar com direção, professores, procurar saber o que está acontecendo e como resolver, ou qualquer coisa assim. Mas não. Ninguém faz nada. Simplesmente deixam a menina sem ir à escola por uns dias, depois ela volta, cria problema, aí fica em casa mais um dia ou dois e assim a vida segue.

Sem contar que aparecem umas situações no meio da história que você para e diz: “De onde veio isso?”. São situações completamente desnecessárias, que a gente não faz ideia do motivo de o autor ter acrescentado aquilo à história.

E por fim, depois do meio do livro, ele já não consegue mais se decidir se quer um thriller psicológico ou uma trama sobrenatural e acaba misturando os elementos de ambas as coisas no final.

A classificação do livro no Skoob está 4.3 e eu me pergunto por quê, em nome de Deus, ela está tão alta... rsrs. Mas é verdade que já vi várias pessoas dizendo que amaram o livro e tal.

Bem, não posso falar por todos, porque é claro que os gostos são diferentes e variam de pessoa pra pessoa, mas devo dizer que, infelizmente, o livro não foi bom pra mim e que acredito que o autor tomou um chá de cogumelo antes de começar a escrever... ahahahahaha.

E vocês, já leram? Gostaram?

Me contem aqui nos comentários o que acharam sobre o livro. :)




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